A defesa de Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do Banco Central investigado por ligação com o ex-baqueiro Daniel Vorcaro, afirma que a investigação sobre o Banco Master pode ter atos anulados e usa esse argumento para pedir ao STF a retirada da tornozeleira eletrônica do servidor.

Em petição apresentada nesta sexta-feira (11), a defesa lembra que Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, além da abertura de procedimentos contra os dois.

Para a defesa, formada pelos advogados Leonardo Palazzi, Bruno Salles Pereira Ribeiro, Gabriela Souza de Carvalho e Luísa de Barros Rossi, isso também afeta a investigação contra Belline.

A petição afirma que, se a "lisura da condução das investigações" está sendo questionada, fica "comprometida" a validade dos elementos usados no caso. Os advogados dizem ainda que há "concreta possibilidade de redefinição de competência e de reconhecimento de nulidades".

A defesa cita também a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, que na quarta (9) suspendeu as decisões sobre o comando da PF e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro. Segundo os advogados, os ministros vão discutir a competência para conduzir os casos, a validade dos relatórios de inteligência e a regularidade dos atos investigatórios.