O projeto previa permitir o acesso à assistência médica para morrer a determinados pacientes com uma expectativa de vida inferior a seis meses. O pedido de um paciente teria que ser validado por dois médicos e por um comitê de especialistas, e a pessoa em questão teria que ser capaz de administrar a substância letal em si mesma. Um total de 286 deputados votaram contra o texto e 270 a favor. Com essa rejeição, o Reino Unido se distancia de países como Bélgica, Suíça, Uruguai e Canadá, que aprovaram o direito à morte assistida. Ativistas pela morte assistida reagem em frente ao Parlamento após a votação que rejeitou os planos para legalizar a morte assistida para pessoas com doenças terminais, em Londres — Foto: REUTERS/Jack Taylor No entanto, em abril, teve que ser abandonada após um longo bloqueio na Câmara dos Lordes, a câmara alta não eleita do Parlamento. O texto foi apresentado novamente em meados de junho por uma deputada trabalhista. Jovens e idosos veem de forma diferente a morte assistida Durante o debate desta sexta-feira, a deputada trabalhista Janet Daby explicou que havia mudado de opinião após as votações anteriores. Ela disse ter tido "pesadelos sobre a morte e o fato de morrer", após votar a favor do projeto de lei. Lauren Edwards, deputada trabalhista que impulsionou o projeto de lei, criticou o Parlamento por ter "deixado passar a sua oportunidade" e afirmou que a legislação atual é "simplesmente cruel demais e injusta para mantê-la como está". Segundo uma pesquisa da YouGov de 7 de setembro, 41% dos britânicos são a favor da legalização e 28% são contra.
Parlamento do Reino Unido rejeita legalização da morte assistida | G1
O projeto previa permitir o acesso à assistência médica para morrer a determinados pacientes com uma expectativa de vida inferior a seis meses, mas não foi aprovado.










