Proposta foi rejeitada por 286 a 270 votos na câmara baixa, após uma década de debate no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Parlamento britânico, Londres, Reino Unido — Foto: Paul Silvan/Unsplash O Parlamento britânico rejeitou nesta sexta-feira um projeto de legalização da morte assistida para pacientes terminais, após debate que se alongou por uma década no país. A proposta foi rejeitada por 286 a 270 votos na câmara baixa do Parlamento. O projeto permitiria que pacientes em estágio terminal, desde que considerados mentalmente aptos a tomar a decisão, poderiam recorrer, na Inglaterra e no País de Gales, a assistência médica para pôr fim à vida. Os pacientes elegíveis precisariam, também, ter no máximo seis meses de expectativa de vida, conforme prognóstico de uma equipe médica. A parlamentar Lauren Edwards, do Partido Trabalhista, utilizou um mecanismo legislativo que permite que uma proposta seja colocada em votação a partir de iniciativa individual, sem a necessidade de corroboração pelo governo. “É um resultado muito desapontador, não para mim, mas para milhares de pacientes em estágio terminal e seu entes queridos”, disse a parlamentar, fazendo referência a sinais anteriores de que a câmara baixa apoiava a proposta. Um dos grupos de direitos civis que defendiam o projeto, chamado Dignidade ao Morrer, também lamentou o que descreveu como um “revés devastador” para os pacientes terminais. “A mudança na lei não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’” será concretizada, acrescentou o grupo.