Presidente americano compareceu apenas a homenagem no comando militar, ausentando-se de cerimônia no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump discursa durante a cerimônia de 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, no Pentágono, em Washington, DC — Foto: Jim Watson/ AFP Ausente da cerimônia em homenagem às vítimas do 11 de Setembro em Nova York, onde caíram as Torres Gêmeas do World Trade Center há 25 anos, o presidente dos EUA, Donald Trump, vinculou a atual guerra travada contra o Irã no Oriente Médio à continuidade da resposta ao terrorismo após o atentado terrorista lançado pela Al-Qaeda. A declaração ocorreu durante um discurso no Pentágono, alvo de uma das quatro aeronaves tomadas pelos terroristas em 2001, que também realizou um ato memorial às vítimas. — Hoje renovamos o juramento sagrado que fizemos em nome deles [vítimas do 11 de Setembro] há um quarto de século. Nunca, jamais esqueceremos. É por isso que lutamos hoje — afirmou Trump perante as autoridades e militares reunidos no Pentágono. — Não temos escolha. Só pode haver a vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer. Tradicionalmente, os presidentes americanos marcam o 11 de Setembro com visitas a Nova York — onde o atentado coordenado fez a maior parte de suas quase 3 mil vítimas —, ao Pentágono e a uma área na Pensilvânia onde um voo caiu em um descampado, após os passageiros reagirem. Uma fonte citada pelo New York Times afirmou que Trump decidiu não comparecer ao memorial onde ficavam as Torres Gêmeas porque não haveria espaço para pronunciamentos. O presidente rejeitou a informação, apontando que não compareceria para priorizar a ida ao Pentágono. O vice-presidente JD Vance foi à homenagem em Nova York, representando a atual administração. A guerra contra o Irã afetou profundamente a popularidade de Trump, que chega com a menor taxa de aprovação entre os últimos presidentes americanos em um ano de eleições de meio de mandato, com apenas 33% entre eleitores registrados, segundo o último levantamento da Focal Data/Financial Times. Setores isolacionistas do movimento "Façam os EUA grande de novo", liderado pelo presidente, criticam a intervenção no Oriente Médio — uma das propostas de campanha de Trump era se afastar das chamadas "guerras eternas" que marcaram as duas últimas décadas e meia —, que muitos alegam ter sido estimulada por Israel. O conflito também é impopular pela alta provocada no preço do combustível. Nova York marca o 25º aniversário dos atentados de 11 de setembro sem Trump Em contrapartida, Trump e seus aliados mais próximos incluem os atentados de 11 de Setembro em uma disputa mais abrangente, de conotação religiosa e civilizacional. Ao contrário de George W. Bush, que visitou uma mesquita logo após o atentado, direcionando a guerra ao terrorismo da Al-Qaeda — o que posteriormente seria ampliado a outros grupos—, o atual presidente avançou diretamente contra a religião islâmica e países de maioria muçulmana, chegando a defender "uma proibição total e completa da entrada de muçulmanos". O republicano também expandiu o conceito de terrorismo para tachar grupos criminosos ligados ao tráfico internacional de drogas e grupos de esquerda do próprio país. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, deixou clara a visão compartilhada com Trump em sua participação na cerimônia realizada no Pentágono nesta sexta, ao afirmar que a "batalha contra o jihadismo" iniciada após os atentados continua na luta contra o Irã. Homenagens às vítimas do 11 de Setembro 1 de 18 Membros dos departamentos de polícia e de bombeiros de Nova York hasteam uma bandeira dos EUA durante a comemoração do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 — Foto: Olga Fedorova / POOL / AFP 2 de 18 A ex-primeira-dama Michelle Obama e o ex-presidente dos EUA Barack Obama participam da comemoração do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial Nacional do 11 de Setembro, em Nova York — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 18 Publicidade 18 fotos 3 de 18 Uma pessoa ergue a imagem de um ente querido perdido durante a comemoração do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial Nacional do 11 de Setembro — Foto: Spencer Platt / POOL / AFP 4 de 18 Pessoas erguem fotos de vítimas durante a comemoração do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial Nacional do 11 de Setembro, em Nova York — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 18 Publicidade 5 de 18 Pessoas visitam o memorial durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center, no Memorial e Museu Nacionais do 11 de Setembro — Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 6 de 18 O presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump perfilam-se para o hino nacional durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro — Foto: Finn Gomez / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 18 Publicidade 7 de 18 O CEO da associação de ex-membros do Congresso Pete Weichlein (E), Jane Harman (ex-membro, D-CA) (C) e Charlie Dent (ex-membro, R-PA) (2º à dir.) ouvem Tim Roemer (ex-membro, D-IN) falar durante um culto memorial do 11 de Setembro de ex-membros do Congresso no Capitólio, em 11 de setembro de 2026 — Foto: ROBERTO SCHMIDTGETTY/ IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 8 de 18 Ex-membros do Congresso e outros convidados participam de um culto memorial do 11 de Setembro de ex-membros do Congresso no Capitólio, em 11 de setembro de 2026 — Foto: ROBERTO SCHMIDT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 18 Publicidade 9 de 18 Pessoas fazem um decalque em relevo no memorial durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center, no Memorial e Museu Nacionais do 11 de Setembro, em 11 de setembro de 2026, na cidade de Nova York — Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 10 de 18 Pessoas ouvem o hino nacional dos EUA no Memorial Nacional do 11 de Setembro durante o 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 — Foto: ADAM GRAY/ POOL / AFP X de 18 Publicidade 11 de 18 Pessoas participam de uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro no pátio do Pentágono, em 11 de setembro de 2026, em Arlington, Virgínia — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 18 A família de Terrance Andre Aiken reúne-se durante a comemoração do 25º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 no Memorial Nacional do 11 de Setembro, em Nova York, em 11 de setembro de 2026. — Foto: Adam Gray / POOL / AFP X de 18 Publicidade 13 de 18 Uma mulher e uma criança fazem uma pausa no memorial durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center, no Memorial e Museu Nacionais do 11 de Setembro — Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 18 A ex-secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, discursa durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro no pátio do Pentágono, em 11 de setembro de 2026, em Arlington, Virgínia. — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 18 Publicidade 15 de 18 Pessoas participam de uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro no pátio do Pentágono, em 11 de setembro de 2026, em Arlington, Virgínia — Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 16 de 18 Coroas de flores posicionam-se junto a bancos de aço inoxidável dedicados às vítimas no Memorial Nacional do 11 de Setembro do Pentágono, em Washington, D.C., — Foto: Alex WROBLEWSKI / AFP X de 18 Publicidade 17 de 18 : Uma pessoa faz uma pausa no memorial antes de uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro ao World Trade Center, no Memorial e Museu Nacionais do 11 de Setembro, em 11 de setembro de 2026, na cidade de Nova York — Foto: SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 18 de 18 A imagem do tenente-coronel Jerry D. Dickerson é exibida durante uma cerimônia em alusão ao 25º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro no pátio do Pentágono, em 11 de setembro de 2026, em Arlington, Virgínia — Foto: Finn Gomez / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP X de 18 Publicidade — Ainda existem inimigos que nos odeiam. Todos os dias, inimigos conspiram para minar nosso poder e matar nossos cidadãos — disse Hegseth, um veterano das guerras no Afeganistão e no Iraque. — Nos últimos seis meses, dizimamos o maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo. Hegseth também fez menção a ameaças de "terrorismo doméstico" em seu discurso — listado recentemente pela Casa Branca como uma das principais preocupação de defesa para Washington. A lista, no entanto, incluiu apenas o "extremismo de esquerda", citando os atentados contra Trump e o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, excluindo grupos supremacistas brancos. — [Entre esses inimigos, que nos odeiam, estão] terroristas islâmicos no exterior e em nosso próprio país — disse o secretário. Trump afirmou na quarta-feira que a guerra com o Irã só deve terminar após as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, antecipando que os preços do petróleo só devem cair depois da votação. No Pentágono, Hegseth tentou passar uma mensagem de força, apontando que a "pressão econômica aumenta a cada dia", e garantindo que Washington controla o Estreito de Ormuz. O mercado também reagiu negativamente à escalada de tensões no outro extremo da Península Arábica, com o avanço da ofensiva dos Houthis no Iêmen, sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, que vinha sendo usado como alternativa para exportação de petróleo pela Arábia Saudita. O barril de petróleo atingiu os US$ 105 nos últimos dias. (Com AFP e NYT)
Trump vincula guerra do Irã a resposta ao terrorismo do 11 de Setembro em cerimônia no Pentágono: 'Jamais esqueceremos'
Presidente americano compareceu apenas a homenagem no comando militar, ausentando-se de cerimônia no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center











