Manifestação consta nos autos do inquérito do caso Master, que teve o sigilo levantado após pedido de Edson Fachin 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — Foto: Reprodução A Procuradoria-Geral da República afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "orientou" a gestão recursos do filme "Dark Horse" nos Estados Unidos e chamou de "aporte ilícito" o dinheiro enviado por Daniel Vorcaro ao projeto audiovisual. As declarações do PGR, Paulo Gonet, constam nos autos do caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite desta quinta-feira. "A representação conclui que as coincidências entre os valores previstos no contrato de financiamento e as remessas internacionais identificadas na análise financeira, somadas às comunicações extraídas do aparelho celular d e DANIEL VORCARO, constituem indícios relevantes de que as pessoas jurídicas referidas foram utilizadas para operacionalizar aportes ilícitos destinados ao filme", diz a manifestação, datada de julho de 2026. Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro coordenou a administração do dinheiro nos Estados Unidos, país onde ele mora desde março de 2025. Desde então, ele vem fazendo uma campanha junto à Casa Branca para articular ações que possam pressionar o Supremo a tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar. "A autoridade policial levanta a hipótese de que EDUARDO BOLSONARO orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro", diz a PGR, referindo-se a uma mensagem de captura de tela atribuída a Eduardo na qual ele aparece tratando sobre o envio de dinheiro nos Estados Unidos. Em concordância com o pedido da PF, Gonet defendeu a abertura de um inquérito específico para investigar o financiamento do Dark Horse e o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidente da República, e do seu irmão Eduardo Bolsonaro. O pedido foi atendido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que abriu o processo para apurar os crimes de "lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção". Tanto o presidenciável como o ex-deputado negam as irregularidades. No pedido, a PGR também pede que seja feita uma lista de propostas legislativas "apresentadas" ou "endossadas" por Flávio Bolsonaro. A ideia de Gonet era avaliar se o parlamentar atuou de alguma forma a favor do Master no Congresso Nacional. Nas palavras do PGR, se houve uma "lógica de causa e efeito no negócio cinematográfico". "O apanhado de achados mostra que, efetivamente, as investigações estão no seu momento inicial, carecendo de aprofundamento, igualmente e sobretudo, no que toca à prática de ato típico da função parlamentar que possa ser atribuída, numa lógica de causa e efeito, ao negócio cinematográfico mencionado", diz o texto. A manifestação ainda destacou que Flávio chegou a conversar com Vorcaro um dia antes de ele ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, disse o banqueiro. Esse diálogo foi revelado pelo portal Intercept e confirmado pelo GLOBO, em junho.
PGR diz que Eduardo Bolsonaro 'orientou' gestão de recursos do Dark Horse nos EUA e chama de 'aporte ilícito' repasses de Vorcaro ao filme
Manifestação consta nos autos do inquérito do caso Master, que teve o sigilo levantado após pedido de Edson Fachin











