Um tribunal de Hong Kong condenou nesta sexta-feira (11) dois ativistas pró-democracia a sete anos de prisão, depois que eles foram considerados culpados de incitar a subversão. Os juízes destacaram o uso da expressão "acabar com a ditadura de partido único" em suas atividades políticas.

Lee Cheuk-yan, 69, e Chow Hang-tung, 41, faziam parte de um grupo conhecido por organizar vigílias anuais em memória da repressão aos protestos pró-democracia na Praça Tiananmen, também conhecida como Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989.

Ex-presidente e ex-vice-presidente, respectivamente, da extinta Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, eles estão detidos desde 2021. Os dois foram condenados pela Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020.As manifestações em memória dos protestos de 1989 na Praça da Paz Celestial costumavam ser legais e toleradas em Hong Kong e eram vistas como um símbolo da relativa liberdade do território em comparação com a China continental. Elas foram proibidas com a promulgação da Lei de Segurança Nacional em 2020.

A legislação foi criada pelo regime chinês em resposta aos protestos pró-democracia que ocorreram em Hong Kong, em 2019, e criminaliza atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras. Na época, Pequim afirmou que os direitos e liberdades dos cidadãos do território autônomo seriam respeitados.