Tudo é contraste no novo Sesc Parque Dom Pedro 2° e arredores, no centro de São Paulo.

O azul claro das cinco piscinas, no alto do prédio, está próximo das águas poluídas do Tamanduateí, que correm lá embaixo, ao lado de uma das entradas dessa unidade do Sesc. A degradação do rio que corta a região onde São Paulo nasceu é resultado de décadas de descaso.

O quase silêncio dentro do novo edifício, fruto do projeto acústico, chama a atenção diante do barulho do trânsito nas avenidas do Estado e Mercúrio, a poucos metros do prédio.Prestes a completar 80 anos, o Serviço Social do Comércio (Sesc) se impõe uma missão nada trivial. Diante desses e outros descompassos urbanos e sociais, o desafio é fazer daquele pedaço, a antiga várzea do Carmo, uma área menos hostil. Com essa finalidade, deve receber, em média, 8.000 pessoas por dia.

Projeto do estúdio Una, dos arquitetos Fernanda Barbara e Fabio Valentim, o prédio ao lado do Mercado Municipal será um dos maiores espaços do Sesc na capital paulista, considerando a área construída. Com mais de 36 mil metros quadrados divididos em seis andares, vai se tornar o quinto maior nesse quesito entre as 21 unidades da cidade de São Paulo.

"É a joia da coroa", diz Luiz Galina, diretor da seção paulista do Sesc. Segundo ele, a data de inauguração da unidade não foi definida, mas a expectativa é que seja aberta ainda neste ano. A reportagem passou a tarde da quarta-feira, dia 2, no prédio e acompanhou dezenas de colaboradores –entre pedreiros, eletricistas e marceneiros– trabalhando em detalhes do acabamento da obra.