“Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, afirmou. Frias disse que agentes da PF apreenderam celular, documentos e computador em sua residência e ressaltou que não houve prisões. Segundo o deputado, a investigação envolve R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas por ele a dois projetos, um esportivo e outro de letramento digital voltado a crianças e adolescentes. “A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente”, disse. O parlamentar também afirmou que os recursos de emendas não passam diretamente pelas mãos dos deputados e que cabe ao órgão executor aprovar o plano de trabalho e fiscalizar a prestação de contas. “Emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado. Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza prestação de contas”, afirmou. Investigação Mário Frias foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos provenientes de emendas parlamentares. A apuração envolve duas emendas de autoria de Frias que destinaram R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama. Os recursos custearam dois termos de fomento analisados pela investigação. No vídeo divulgado após a operação, Frias não respondeu especificamente ao questionamento da PF sobre o lastro financeiro dos R$ 645,4 mil transferidos por ele à produtora.