Dinâmica mais positiva se manteve até o fim do dia, com investidores repercutindo um quadro eleitoral mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL) na eleição de outubro. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 B3 — Foto: Tuane Fernandes/Bloomberg Nem mesmo a disparada de mais de 6% do petróleo tipo Brent nesta quinta-feira foi capaz de conter um avanço expressivo da bolsa local, que encerrou o dia no maior fechamento nominal desde abril. O Ibovespa iniciou o dia em queda, mas, destoando da maior aversão a risco global, mudou de direção ainda durante a manhã. A dinâmica mais positiva se manteve até o fim do dia, com investidores repercutindo um quadro eleitoral mais favorável a Flávio Bolsonaro (PL) na eleição de outubro. O aumento das apostas em uma vitória do senador sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após algumas pesquisas eleitorais, animou agentes financeiros. Por ser um dos ativos que permanece mais descontado, a bolsa local foi a classe que mais reagiu positivamente aos desdobramentos eleitorais. Com isso, o Ibovespa terminou em alta de 1,42%, aos 188.269 pontos, após oscilar entre 184.601 pontos e os 188.539 pontos. Trata-se do maior fechamento nominal desde 28 de abril, quando o índice encerrou aos 188.619 pontos. O maior apetite por risco local favoreceu blue chips de bancos, que subiram praticamente em bloco. O destaque ficou para as PN do Bradesco, que ganharam 3,88%. A exceção ficou para as units do Santander, que cederam 0,13%. A disparada dos preços de petróleo também fez as ações da Petrobras subirem forte: no fim, as PN da petroleira ganharam 1,45%, enquanto as ON avançaram 1,77%. Na ponta contrária, o dia foi de perdas para as ON da Vale, que cederam 1,10%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 22,9 bilhões e de R$ 30,7 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices terminaram o dia em queda: o Nasdaq perdeu 0,65%, o Dow Jones cedeu 0,60%, e o S&P 500 recuou 0,58%.