Minha primeira experiência como aprendiz de cirurgiã robótica foi um desastre. Era uma quarta-feira, 26 de agosto, e nós da 11ª turma do Programa de Treinamento em Jornalismo de Saúde da Folha estávamos visitando o complexo Morumbi do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.
No centro de treinamento em cirurgia robótica de lá, médicos de verdade aprendem a manipular as máquinas em um simulador de realidade virtual.
Experimentamos dois dos exercícios mais básicos do centro, nos mesmos equipamentos usados para treinar cirurgiões.
No primeiro, precisávamos passar argolas virtuais de um pino para outro. Consegui. Já estava começando a achar que levava jeito para a coisa quando veio o segundo desafio: retirar uma camada de gordura que cobria uma veia.
A ideia era usar uma pinça para puxar a gordura e outra para afastá-la, até deixar a veia à mostra. Só não podia apertar demais.







