Candidato do Missão diz que é necessário adotar medidas fiscalistas a partir dos municípios para reduzir o poder do Centrão, que se sustenta no atual modelo de emendas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Renan Santos, candidato à presidência pelo Missão — Foto: REUTERS/Jean Carniel O candidato à Presidência do Missão, Renan Santos, atribuiu nesta quinta-feira (10) ao Centrão a atual crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a partir dos anos 2010, o STF passou a centralizar as grandes investigações e julgamentos criminais contra lideranças políticas envolvidas com corrupção, incluindo o Centrão. “[Foi] A partir dos anos 2010 que o STF virou esse problema, porque ele está respondendo a um problema que surge por conta do Centrão", disse. Leia mas Para ele, é preciso diminuir o “poder” do Centrão no Congresso Nacional, sustentado pelo atual modelo de emendas no Brasil. Santos defendeu que é preciso adotar medidas fiscalistas a partir dos municípios, que atingiriam esse poder. “Pra destruir o Centrão, você precisa não ter mais compras de votos, e pra não ter compras de votos mais é preciso ter uma atividade econômica concreta nesses municípios que abastecem os prefeitos deles, que executam as emendas deles", afirmou durante evento que reúne presidenciáveis na Amcham, em São Paulo. Santos classificou o Centrão como “um sistema de amortecimento” que existe para qualquer decisão modernizante no Brasil. “Tudo que é modernizante no Brasil chega no Centrão, aí tem que passar por um acordo. O Centrão precisa gerar dificuldades para vender facilidades e obter uma correlação melhor de forças para ele, a gente tem que alterar na pratica o que permite ao Centrão fazer isso”, disse. O candidato do Missão explicou ainda que, “apesar da população brasileira não estar preocupada com problemas fiscais do país”, será preciso o próximo presidente, ainda na transição, “andar com uma agenda fiscal, antes mesmo do que resolver qualquer briga”. Ele destacou que, se perder as eleições, não irá apoiar ou aconselhar o eleito sobre a agenda fiscal. “Eu desejo tudo de pior para eles, vou ser oposição a eles e espero que tenha muita crise aí para eles porque o Brasil comprou a crise. Porque se ganhar Flávio ou Lula, significa que o Brasil não quer nenhuma resposta para esse tema [ajuste fiscal]”, disse. No início da campanha, Renan considerou uma possível aliança aos adversários Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em um eventual segundo turno. Segundo o candidato, o ex-governador de Goiás é uma opção “mil vezes melhor” do que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas de intenção de voto. “Uma população brasileira que aceita Lula e Flávio em primeiro e segundo lugar nas pesquisas é uma população que merece tudo isso. As pessoas têm outra opção, eu não vou nem advogar ao meu favor, Caiado é um sujeito mil vezes melhor do que esses caras que tão aí, mas a população brasileira fala: ‘não, eu quero amar esse bandido’”, pontuou.