0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcello Lopes é fundador e CEO da agência Cálix Propaganda — Foto: Divulgação O ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Marcello de Oliveira Lopes, repassou no final de 2025 R$ 1 milhão para a Go Up Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, o polêmico filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) constatou “movimentações consideradas atípicas” em contas correntes da Go Up, da jornalista Karina Gama, no período entre 10 de novembro de 2025 a 30 de dezembro de 2025, quando “Dark Horse” estava sendo filmado no Brasil. A produtora entrou na mira de uma operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, para investigar o financiamento do filme e a suspeita de desvio de emendas parlamentares. Na decisão que autorizou a operação, Dino também proibiu a Go Up de licitar e contratar com o Poder Público, em "qualquer esfera federativa". “Dark Horse” abriu uma crise na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República após o site Intercept Brasil publicar mensagens do senador cobrando dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da produção. “Eu sou investidor do filme, é uma natureza totalmente empresarial. Tudo certinho, legal. Não houve repasse, houve investimento. Na época, não avisei o Flávio, mas depois ele ficou sabendo. Não me lembro [sobre quando avisei Flávio], não”, disse à equipe da coluna o ex-marqueteiro de Flávio. 'Super assessor' Marcellão, como é conhecido, deixou a campanha de Flávio em maio, após a pressão de aliados do senador para uma reformulação na comunicação. Amigo pessoal do presidenciável, ele foi substituído pelo publicitário Eduardo Fisher, que abandonou a campanha no final de julho. Como mostrou o blog, o ex-marqueteiro de Flávio venceu duas licitações durante o governo Jair Bolsonaro, que garantiram contratos de aproximadamente R$ 70 milhões por ano do governo federal com sua agência, a Cálix Propaganda. Quando esteve oficialmente na campanha, o publicitário era descrito por pessoas próximas ao senador como uma espécie de “super assessor”, com influência sobre decisões de várias esferas. Leia a íntegra da nota enviada por Marcello à equipe da coluna: “A transferência mencionada refere-se exclusivamente a um investimento privado que realizei na produção do filme “Dark Horse”, na condição de investidor. O investimento foi realizado com recursos próprios, de forma regular, diretamente da minha conta, dentro da legalidade e devidamente formalizado. Trata-se de uma operação de natureza estritamente empresarial e vinculada ao projeto cinematográfico. Permaneço à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e contribuir para que as informações sejam apresentadas de forma correta e contextualizada.”
Ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro deu R$ 1 milhão para produtora de ‘Dark Horse’
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