Marcello de Oliveira Lopes deixou campanha de Flávio após revelação de repasses de Vorcaro para a produção 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcello Lopes é fundador e CEO da agência Cálix Propaganda — Foto: Divulgação O ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, enviou R$ 1 milhão para a Go Up, produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que embasou operação autorizada nesta quinta-feira sobre suspeitas de desvios envolvendo a produção. A remessa, de acordo com a Polícia Federal, ocorreu entre 10 de novembro e 30 de dezembro de 2025, segundo a comunicação das movimentações financeiras da empresa, à qual os investigadores tiveram acesso. Os repasses ocorreram, segundo os investigadores, no mesmo momento em que a produção realizava as filmagens, entre outubro e dezembro do ano passado. Procurado, Marcello Lopes afirmou que a transferência refere-se exclusivamente a um investimento privado na produção do filme “Dark Horse”, na condição de investidor. "O investimento foi realizado com recursos próprios, de forma regular, diretamente da minha conta, dentro da legalidade e devidamente formalizado. Trata-se de uma operação de natureza estritamente empresarial e vinculada ao projeto cinematográfico", afirmou Lopes. Segundo a PF, no período de um mês, a Go Up movimentou R$ 19 milhões, sendo R$ 8,9 milhões a crédito e R$ 10 milhões a débito. Além dos R$ 1 milhão recebidos do ex-marqueteiro de Flávio, a empresa também recebeu R$ 645 mil do deputado federal Mário Frias e outros R$ 750 mil da NTT Brasil. Marcello Lopes deixou a campanha de Flávio logo após a revelação dos repasses de Daniel Vorcaro para um fundo de investimento nos Estados Unidos para custear a produção do filme. Ele foi substituído pelo publicitário Eduardo Fischer. Lopes é dono da agência de publicidade Cálix e amigo de Flávio Bolsonaro, empresa que possui contratos com o governo federal e governos estaduais. Lopes já havia sido citado em outro ponto da investigação sobre Daniel Vorcaro, no plano para montar uma estratégia de comunicação nas redes sociais que defendesse o Banco Master e Vorcaro, o chamado "Projeto DV".