Cerca de 6 mil projetos estão cadastrados no leilão, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética Foto: Ari Versiani-PAC/Agência BrasilO primeiro leilão de baterias para armazenamento no Brasil já atraiu atenção de grandes organizações do setor de energia. Petrobras, Axia, Engie, Taesa e Isa Brasil são algumas das centenas de companhias que cadastraram projetos para o leilão. Ao todo, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram inscritos 6.091 empreendimentos distintos, que totalizam cerca de 300 gigawatts de potência (GW) para os sistemas de armazenamento de energia por baterias (Bess, na sigla em inglês). Esse volume, no entanto, não deve ser efetivamente ofertado no processo de dezembro. PUBLICIDADEA expectativa da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) é de que sejam contratados entre 4 GW e 5 GW, sendo que a energia total pode ficar entre 16 GW e 20 GW, considerando quatro horas de funcionamento dos equipamentos. Com isso, os investimentos previstos devem girar em torno de R$ 25 bilhões. A Petrobras cadastrou projetos no leilão e, segundo o diretor de Transição Energética da empresa, William Nozaki, eles são próprios, mas o executivo destaca que a estatal pode participar também em parceria com a Lightsource, de geração solar. Já o vice-presidente executivo da Axia, antiga Eletrobras, Elio Wolff, disse que a companhia está se preparando para o certame e prevê concorrência acirrada.Outra que acredita que haverá grande disputa no leilão é a Engie. O presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, disse, na teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, que a companhia tem experiência global e pode trazer expertise para o processo.Na Auren, o diretor-presidente, Fabio Zanfelice, disse que a companhia qualificou projetos para o processo. “São vários projetos, mas, pela questão da competitividade, temos mantido sigilo sobre a localização dos parques, porque este é um leilão competitivo”, disse o executivo, ressaltando que avalia com os fornecedores das baterias para definir se a companhia vai participar do leilão com equipamentos importados ou com componentes locais.Publicidade Outra que aguarda definições das regras é a Taesa. O diretor de Negócios e Gestão de Participações da Taesa, Maurício Dall’Agnese, disse que a investida da empresa em armazenamento seria uma “evolução natural” para a companhia, tendo em vista os avanços tecnológicos já realizados e o corpo técnico existente.A Casa dos Ventos informou que avalia disputar o leilão. A empresa tem cerca de 1 gigawatt (GW) de projetos em fase de desenvolvimento, que poderiam ser cadastrados para o certame, e analisa quais deles fariam sentido para a disputa, afirmou o diretor executivo Lucas Araripe.A participação efetiva destas empresas no leilão, no entanto, depende de regras mais claras. O presidente do Conselho da ABSAE, Markus Vlasits, disse que as incertezas que pairam sobre o processo, como a questão do rateio dos custos da operação, são um desafio que o governo precisa resolver para aumentar a atratividade do certame. A regulamentação do regime especial para data center (ReData) vai contemplar uma ampla variedade de fontes de energia elegíveis para os empreendimentos. Na lista estão, até agora, as seguintes opções de suprimento: nuclear, gás natural, eólica, solar, hidrelétrica, geotérmica, oceânica, biocombustível. Há ainda a possibilidade de o biogás também ser previsto expressamente, segundo informou à Coluna o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Uallace Moreira. Vale ler tambémA pimenta-do-reino já foi carro-chefe da bioeconomia na AmazôniaRecebeu R$ 5 milhões no Pix por engano, devolveu e ficou devendo à Receita? Entenda a históriaÉ hora de ajustar a grave situação fiscal e voltar a ter superávits para reduzir a dívida públicaPublicidade
Leilão de baterias atrai grandes empresas e pode demandar R$ 25 bi em investimentos
Nomes como Petrobras, Axia e Engie estão no páreo








