"Por que você arruinaria sua carreira? Se você não quer que eu seja amigável, então não preciso ser", teria dito um funcionário da OpenAI a um matemático da NYU (Universidade de Nova York). O pesquisador questionava se o trabalho que fazia usando o ChatGPT tinha sido usado no que a empresa anunciaria como a resolução de um dos Problemas do Milênio da matemática.

Na terça-feira (8), a OpenAI veio a público afirmar que sua IA teria conseguido resolver um dos chamados Problemas do Milênio, uma série de questões matemáticas ainda sem resposta. Com recursos computacionais vultuosos, a IA teria resolvido o problema de Navier-Stokes, que, em linhas gerais, descreve o comportamento de fluidos viscosos.

No mesmo dia, uma postagem de Tristan Buckmaster, professor de matemática da NYU, apontava avanços importantes no mesmo problema —e em outros— e narrava contatos recentes com membros da OpenAI, entre eles o que culminou nas frases mencionadas acima.

Buckmaster já se debruçava há algum tempo sobre a questão de Navier-Stokes —inclusive com uma premiação relacionada ao tema. Com base nas ideias dos pesquisadores Diego Córdoba e Luis Martínez-Zoroa, o matemático trabalhava juntamente com Levent Alpöge para resolver o problema, com uso dos modelos de IA Claude, da Anthropic, e Codex, da OpenAI.