Criadora do ChatGPT afirmou que foram necessárias 88 horas e milhões de dólares em para solucionar o chamado problema de Navier-Stokes, um dos sete 'Problemas do Milênio' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Placa da OpenAI em Seul. — Foto: SeongJoon Cho/Bloomberg A OpenAI afirmou nesta terça-feira (8) que um de seus modelos de inteligência artificial resolveu um problema matemático que desafia pesquisadores há gerações, anúncio que provocou uma disputa com cientistas rivais sobre o mérito da descoberta. A empresa divulgou uma solução gerada por IA e uma demonstração formal para o problema de Navier-Stokes. A criadora do ChatGPT afirmou que foram necessárias 88 horas e milhões de dólares em poder computacional para solucionar o chamado problema de Navier-Stokes. Navier-Stokes é um dos sete "Problemas do Milênio", lista que reúne algumas das questões em aberto mais difíceis da matemática, elaborada pelo Clay Mathematics Institute. As equações descrevem o movimento de fluidos, como o ar e a água, e são utilizadas no desenvolvimento de aeronaves, na previsão do tempo e no estudo do fluxo sanguíneo. A OpenAI afirmou que seu trabalho demonstrou que essas equações podem deixar de apresentar soluções regulares ao longo do tempo, respondendo à questão formulada pelo Prêmio do Milênio. — Este é um marco importante para a pesquisa em IA, e a promessa para o mundo é que nossas perguntas mais difíceis poderão um dia ser respondidas — afirmou a jornalistas Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI. O jogo dos seis erros da inteligência artificial 1 de 12 O que foi informado ao sistema: imagem hiper-realista retrata um homem tirando uma selfie com os amigos em um cinema lotado. As pessoas assistem a uma comédia e riem muito — Foto: Imagem gerada por Midjourney 2 de 12 No cinema. A figura que segura o celular tem as mãos deformadas — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Harmonia: Um maestro conduz uma orquestra, rege com energia, a câmera está de costas para o maestro, os músicos estão de frente para a câmera, ele toca a Nona Sinfonia de Beethoven - Foto: imagem gerada por IA/Midjourney 4 de 12 Regência. A imagem exibe mão direita do maestro com dedo alongado. E a batuta se assemelha a um arco de violino — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 5 de 12 O que foi informado ao sistema de inteligência artificial: imagem exibe uma pessoa com os braços cruzados, não foi solicitado que aparecesse o rosto - foto: imagem criada por IA/Midjourney 6 de 12 Em excesso. Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma pessoa com mais um braço — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 7 de 12 Alegria: Uma criança sorri imensamente feliz e até grita de boca aberta de tanta felicidade quando recebe um presente. Esta imagem serve como uma prova do poder da felicidade — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 8 de 12 Sorriso assustador. O dente da criança que recebe o presente se confunde com a gengiva — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 9 de 12 Dueto inusitado: Produção exibe a cantora brasileira Anitta cantando com o líder do Coldplay, Crhis Martin, dançando e cantando no palco, com luz de neon — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 10 de 12 Atenção ao vocalista. A mão direita do cantor Chris Martin aparece com seis dedos — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade 11 de 12 Apreciando a vista. Um grupo de capivaras com a cidade do Rio de Janeiro ao fundo, em um dia de garoa, imagem no estilo de publicações voltadas para a vida animal — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney 12 de 12 É esse animal mesmo? Capivara aparece de rabo e mais parece um rato — Foto: Imagem gerada por IA/Midjourney X de 12 Publicidade Os erros da IA O problema teria sido resolvido por um modelo que ainda não foi lançado ao público. Cada "Problema do Milênio" prevê um prêmio de 1 milhão de dólares. No entanto, apenas um foi resolvido desde que a lista foi publicada, em 2000. A OpenAI afirmou que não reivindicará o dinheiro caso sua solução seja confirmada. Novo modelo de IA A empresa explicou que começou a treinar, no fim de agosto, um novo modelo mais avançado do que qualquer outro lançado publicamente. O anúncio da OpenAI ocorreu poucas horas depois de Tristan Buckmaster, matemático da Universidade de Nova York, e Levent Alpoge, que trabalha na Anthropic, concorrente da OpenAI, publicarem trabalhos próprios, desenvolvidos com auxílio de IA, sobre três equações relacionadas. Em uma declaração publicada junto com os artigos, Buckmaster afirmou que a OpenAI só se interessou pelo problema depois que a pesquisa de sua equipe se tornou conhecida e que a empresa recorreu à mesma abordagem incomum que ele e Alpoge vinham desenvolvendo. Os pesquisadores da OpenAI negaram ter tido acesso ao trabalho da equipe rival e disseram que propuseram dividir o mérito.