Ex-governador disse que ambos os candidatos não têm propostas para a resolução da desigualdade, mas afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve menos tempo de governo que o PT 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sabatina com candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro - Anthony Garotinho ( Republicanos) — Foto: Ana Branco / Agência O Globo O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) evitou declarar qual candidato apoiará na eleição presidencial e disse que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL). Durante a sabatina do GLOBO, CBN e Valor nesta quinta-feira, ele desconversou ao ser perguntado sobre sua posição na corrida presidenciável e afirmou que os principais candidatos não têm propostas para enfrentar a desigualdade. — Nenhum dos candidatos tocou, na minha visão, no ponto principal. O problema brasileiro reside na sua desigualdade. A desigualdade vem da concentração de renda provocada pelo sistema financeiro e por essa política de juros altos. Nem Flávio, nem muito menos o PT tocam nesse assunto — disse Garotinho. O ex-governador também disse que a eleição presidencial não o "empolga", mas afirmou que não pretende "anular o voto" e afirmou que "votará em alguém". Questionado, Garotinho disse que, ao comparar as trajetórias dos dois candidatos, "Bolsonaro teve quatro anos de governo, com dois de pandemia" e o PT está há 14 anos no governo. Na última terça-feira, em entrevista ao SBT News, Garotinho disse que votaria em Flávio em um eventual segundo turno contra Lula, mas afirmou que é "muito difícil" fazer campanha com o PL no Rio de Janeiro, citando as investigações contra o ex-governador Cláudio Castro e seus aliados. Já no mes passado, o candidato ao governo do Republicanos elogiou Renan Santos (Missão), argumentando que ele tem conseguido "tocar na ferida que os outros tentam esconder". Em sua propaganda eleitoral veiculada na TV e na rádio, no entanto, Garotinho tem evitado se vincular a qualquer candidato presidencial. No início da sabatina, Garotinho foi questionado sobre o fato de ter deixado o governo do Rio com alta aprovação em sua última passagem, em 2002, e ainda assim aparecer hoje com a maior rejeição do eleitorado. A última pesquisa Quaest para o governo do Rio apontou que 68% dos entrevistados dizem que "conhecem e não votariam" em Garotinho, o maior número entre os demais candidatos. Suposto vídeo de festa de Vorcaro Garotinho também foi questionado, na sabatina, sobre entrevistas recentes nas quais afirmou ter um vídeo de uma suposta festa oferecida por Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, a autoridades dos três Poderes no sul da Bahia. O episódio já foi citado em outros momentos como a "noite das astronautas", por supostamente contar com mulheres trajando apenas capacetes desse tipo. O candidato do Republicanos alegou não ter divulgado o material, que teria 12 minutos de duração, porque a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) citou de forma "indevida" o vídeo, para sugerir uma suposta presença de Flávio Bolsonaro em meio a uma briga familiar. Garotinho disse que Flávio não participa do material ao qual supostamente teve acesso e também disse não ver "utilidade" em divulgar o vídeo em meio à campanha ao governo estadual. — A senhora Michelle fez uso indevido do que ela não viu. Insinuou coisas que não havia no vídeo. Nesse evento em Porto Seguro estavam lá pelados ministros do Supremo, deputados federais, senadores, um monte de mulher de capacete. Você acha que eu quero brigar com o Supremo Tribunal Federal numa hora dessas? — alegou.
Garotinho desconversa sobre apoio a Lula ou Flávio e deixa voto à Presidência em aberto
Ex-governador disse que ambos os candidatos não têm propostas para a resolução da desigualdade, mas afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve menos tempo de governo que o PT









