Ex-governador tenta voltar ao Palácio Guanabara após ter inelegibilidade suspensa pelo STF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Anthony Garotinho é confirmado pelo Republicanos como candidato ao governo do Rio — Foto: Livia Nani RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 16:50 Anthony Garotinho é candidato ao governo do RJ após decisão do STF O ex-governador Anthony Garotinho foi confirmado como candidato ao governo do Rio pelo partido Republicanos, após ter sua inelegibilidade suspensa pelo STF. Em convenção realizada na Tijuca, Garotinho anunciou o coronel Venâncio Moura como vice e defendeu combater três organizações criminosas no estado. A decisão do STF ocorre após suspender a condenação relacionada à Operação Chequinho, permitindo que Garotinho participe das eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio foi oficializada na tarde deste sábado durante a convenção estadual do partido, realizada na Tijuca, Zona Norte da capital. Com a homologação, Garotinho volta a disputar o Palácio Guanabara após ter a inelegibilidade suspensa por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. O palco foi montado no Ginásio Alah Baptista, do Club Municipal. Esta será a quarta vez que Garotinho disputará o governo do Rio de Janeiro nas últimas três décadas. Ele comandou o estado entre 1999 e 2002, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. Garotinho também apresentou oficialmente o coronel da reserva Venâncio Moura como candidato a vice-governador em sua chapa, que terá na corrida ao Senado os ex-prefeitos Marcelo Crivella (do Rio) e Waguinho (de Belford Roxo). Em um discurso marcado por ataques a adversários, Anthony Garotinho afirmou que, se eleito, terá como primeira missão “libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas” que, segundo ele, dominam o estado. O candidato do Republicanos equiparou a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao tráfico de drogas e às milícias. — A tarefa número um do nosso governo é libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas que dominam esse estado: os criminosos do tráfico, os criminosos da milícia e os criminosos da Alerj. Talvez essa seja a pior das facções — afirmou. Garotinho também criticou o cenário político fluminense. Sem citar nomes, afirmou que o estado tem “um governo desmoralizado”, em referência ao governador Cláudio Castro, e atacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Na área da saúde, o ex-governador prometeu acabar com a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), que classificou como a “fila da mentira”. Segundo ele, a solução será ampliar o funcionamento da rede hospitalar. Ao tratar da educação, Garotinho afirmou que pretende promover uma “revolução” no ensino público para preparar os estudantes para as novas profissões e para o mercado de trabalho. Decisão do STF A definição por Garotinho ocorreu após uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, que também pleiteava a indicação do partido. A volta de Garotinho à disputa eleitoral foi viabilizada por uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu os efeitos de sua condenação no âmbito da Operação Chequinho e afastou, provisoriamente, sua inelegibilidade. Com a decisão, o ex-governador recuperou temporariamente os direitos políticos e poderá concorrer nas eleições enquanto o STF analisa o mérito do caso. O recurso questiona o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve a condenação pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação no curso do processo, relacionados às eleições municipais de 2016 em Campos dos Goytacazes. Em 2024, o TSE rejeitou um recurso da defesa e confirmou a condenação. A pena, inicialmente fixada em nove anos e 11 meses de prisão, foi elevada para 13 anos e nove meses pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e posteriormente mantida pela Corte eleitoral. No STF, a defesa sustenta que a condenação se baseou em provas digitais obtidas de forma irregular, sem perícia técnica e com quebra da cadeia de custódia. Segundo os advogados, arquivos foram extraídos de computadores da prefeitura por meio de pen drives, sem garantias de integridade e autenticidade. Três prisões e condenações na Justiça Eleitoral Anthony Garotinho foi preso pela primeira vez em novembro de 2016, durante a Operação Chequinho, que investigava um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes por meio do programa social Cheque Cidadão. No processo, ele acabou condenado por corrupção eleitoral. A pena, inicialmente fixada em nove anos e 11 meses de prisão, foi posteriormente ampliada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para 13 anos e nove meses. Após passar por prisão domiciliar e cumprir medidas cautelares, Garotinho teve a prisão revogada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em setembro de 2017, voltou a ser preso por determinação da Justiça Eleitoral. Segundo as investigações, ele teria tentado obstruir a apuração da Operação Chequinho, com supostas ameaças a testemunhas e destruição de provas. Dias depois, o TSE revogou novamente a prisão e as medidas cautelares. Dois meses depois, em novembro de 2017, Garotinho foi preso pela terceira vez, durante a Operação Caixa D’Água, da Polícia Federal. A investigação apurava suspeitas de caixa dois, corrupção, organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais. Segundo o Ministério Público, recursos oriundos de um contrato supostamente fraudulento da JBS teriam sido destinados às campanhas de Garotinho e de sua esposa, Rosinha Garotinho. A defesa sempre negou irregularidades e sustentou que as doações foram declaradas à Justiça Eleitoral. Em dezembro daquele ano, o então presidente do TSE, Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus ao ex-governador, entendendo que não havia elementos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.
Em convenção, Republicanos confirma candidatura de Anthony Garotinho ao governo do Rio
Ex-governador tenta voltar ao Palácio Guanabara após ter inelegibilidade suspensa pelo STF









