Em 4 de outubro de 2019, Marcela Ribeiro Santos Macedo, então com 22 anos e estudando direito, foi ao escritório de advocacia de Silvio Nei Oliveira da Silveira, em Lauro de Freitas (BA). Tinha uma entrevista de estágio.

O desfecho daquele encontro não foi uma contratação, mas uma denúncia de estupro de vulnerável e sete anos de uma batalha judicial, segundo Marcela, marcada por morosidade e estratégias de defesa para cercear a Justiça.

Silvio Nei foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia. A acusação sustenta que ele praticou conjunção carnal e atos libidinosos após Marcela ter sido impossibilitada de oferecer resistência, vulnerabilidade provocada pelo vinho oferecido a ela.

O advogado Vinicius Venancio, que representa o acusado, diz que o processo está em segredo de Justiça e com medida cautelar de proibição, logo "não autoriza nenhum tipo de expressão vinculada ao assistido".

De acordo com o depoimento de um policial civil, o advogado lhe ofereceu uma recompensa financeira para que ele convencesse Marcela a mudar seu depoimento. O objetivo seria evitar a prisão em flagrante.