A poucas semanas da Black Friday, empresas que vendem para vários países apostam na escalabilidade de suas plataformas digitais para não perder faturamento em pleno pico de tráfego. O caminho passa por bibliotecas de componentes reutilizáveis, batizadas de Design Systems, que padronizam botões, telas e formulários em todas as operações internacionais.

Sem esse tipo de padronização, cada mercado aberto obriga os times de tecnologia a recriar funcionalidades que já existem em outro país. O resultado costuma ser código duplicado, telas com aparência diferente entre regiões e um custo de manutenção que sobe a cada praça nova.

Escalabilidade vira prioridade antes da Black Friday

Segundo levantamento da consultoria Forrester Research, companhias que adotam esse tipo de arquitetura cortam pela metade o tempo usado para criar e testar novas telas. A folga na agenda dos times de desenvolvimento libera engenheiros para tarefas com mais impacto no negócio, em vez de repetir o mesmo botão em cada país.

Outro levantamento, o State of Design Systems, produzido pela Figma, mostra que equipes com componentes padronizados lançam produtos até 34% mais rápido. A padronização reduz falhas na implementação, encurta etapas de homologação e corta ajustes de última hora antes da estreia de um produto.