A OAB (Ordem Nacional dos Advogados) descartou nesta quarta-feira (9) a proposta de apresentar ao Senado pedido de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), mas decidiu criar uma comissão para analisar a conduta dos magistrados e tomar medidas frente ao caso do Banco Master.
Representantes das 27 seccionais da Ordem estiveram reunidos em Brasília nesta tarde às portas fechadas. Após a reunião, a entidade pediu ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para ter acesso aos documentos das investigações envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
O encontro ocorreu um dia após os conselheiros da OAB do Distrito Federal aprovarem propor um processo de impeachment contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por "indícios da prática de crime de responsabilidade" –os dois tiveram ligações com o Master.
Segundo apurou a Folha, além da seccional do DF, outras também se manifestaram nesse sentido durante a reunião extraordinária. A maioria dos representantes das unidades defenderam de que a OAB Nacional precisa tomar ações efetivas diante da escalada da crise no STF.
"Não será pedido nenhum afastamento até porque não existe processo instaurado ainda pelo Supremo Tribunal Federal. Não cabe a Ordem pedir o afastamento ou sugerir. Nos falta, nesse momento, elementos para que nos levem a sugerir ou apoiar um pedido de impeachment no Senado", disse o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, em entrevista a jornalistas depois da reunião.













