O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal colha o depoimento do deputado estadual pela Bahia Leandro de Jesus (PL) após ver indícios de suposta “comunicação falsa de crime” em uma petição apresentada pelo parlamentar há três anos. A corporação tem 15 dias para cumprir a ordem judicial, de acordo com a decisão obtida por CartaCapital.

Em abril de 2023, Leandro acionou o STF contra o então ministro da Justiça Flávio Dino, hoje integrante do Supremo, e do então chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Marco Gonçalves Dias, sob o argumento de que ambos tinham conhecimento prévio dos riscos relacionados às manifestações que culminaram nos atos de 8 de Janeiro e, ainda assim, se omitiram.

Pediu, então, que os auxiliares de Lula fossem investigados por suposta omissão imprópria. Entre os crimes que, segundo o parlamentar, poderiam ter sido provocados pela conduta dos ministros estavam atos previstos na Lei Antiterrorismo, dano, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ao analisar o caso, contudo, Moraes considerou que a notícia-crime não apresentava elementos mínimos que indicassem conduta criminosa dos ex-ministros, determinando o arquivamento da representação.