Gabinete do premiê Benjamin Netanyahu nega que conversa tenha ocorrido e se refere à reportagem do 'Haaretz' como uma 'mentira absoluta' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede entrevista coletiva após um acordo entre Estados Unidos e Irã, em Jerusalém, em 15 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Pool/Foto de arquivo O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi diretamente informado pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed, de que o Hamas estava preparando uma grande ofensiva dias antes do ataque ao sul do país, em 7 de outubro de 2023, de acordo com reportagem do jornal israelense Haaretz. Segundo o jornal, o presidente dos Emirados falou com Netanyahu 10 dias antes do ataque e informou que Yahya Sinwar, então líder do Hamas em Gaza, estava planejando a operação. Bin Zayed teria dito também que haveria um banho de sangue e que a ofensiva do Hamas desestabilizaria a região, minando os acordos de Abraão, pactos mediados pelos EUA em 2020 que buscavam normalizar as relações entre Israel e países árabes. De acordo com o Haaretz, Netanyahu teria "reagido com relativa calma", e assegurado a bin Zayed que Israel estava preparado para qualquer cenário — e que um ataque a partir da Cisjordânia seria algo mais provável. Na ofensiva do Hamas no sul de Israel, 1.200 pessoas morreram e 251 foram levadas como reféns. O gabinete de Netanyahu disse que a reportagem é uma “mentira absoluta”, e que Netanyahu não teria conversado na época com o presidente dos Emirados Árabes nem recebido qualquer alerta dele. O premiê israelense tem rejeitado qualquer iniciativa de investigação oficial sobre os eventos em torno do ataque de 7 de outubro de 2023, reporta a AP.
Emirados Árabes alertaram Israel sobre Hamas dias antes do ataque de outubro de 2023, diz jornal
Gabinete do premiê Benjamin Netanyahu nega que conversa tenha ocorrido e se refere à reportagem do 'Haaretz' como uma 'mentira absoluta'










