Líderes da oposição israelense intensificaram nesta terça-feira 8 os ataques ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após a divulgação de uma investigação segundo a qual ele teria sido alertado, dias antes de 7 de outubro de 2023, sobre a preparação de uma grande ofensiva do Hamas. Netanyahu nega ter recebido o aviso.

Segundo o jornal israelense Haaretz, que publicou trechos de um livro escrito por dois de seus repórteres, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, teria falado diretamente com Netanyahu cerca de dez dias antes do ataque lançado pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza.

Na conversa, de acordo com o jornal, o líder emiradense teria advertido o premiê de que o movimento islamista preparava uma operação de grandes proporções. A publicação afirma que, apesar do alerta, Netanyahu “não fez nada”.

A revelação amplia a pressão política sobre o primeiro-ministro, que está em campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro e enfrenta há anos questionamentos sobre a responsabilidade de seu governo pelas falhas que antecederam o ataque mais letal da história de Israel.

O gabinete de Netanyahu classificou as informações publicadas pelo Haaretz como “puras mentiras” e negou que o primeiro-ministro tenha conversado com o presidente dos Emirados naquela ocasião.