É possível que Kevin Warsh venha a se revelar o presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) de que o país e o mundo precisam? Depois de seu discurso no simpósio de Jackson Hole, estou menos pessimista quanto a essa possibilidade do que antes.
Escolhas difíceis —tanto no plano intelectual quanto no político— estão por vir. Mas seu discurso "Em nosso tempo" foi ao mesmo tempo claro e sensato —claro quanto aos objetivos da política monetária e sensato quanto à forma como o Fed deve agir. Isso é animador. E também pode vir a ter grande importância no futuro.
Como já observei, Warsh tem sido uma figura ambígua. No passado, apresentou-se como um defensor de uma postura dura contra a inflação, sobretudo por sua preocupação extremamente prematura com os perigos —em especial para a inflação— das políticas monetárias adotadas após a crise financeira global.
De fato, ele já manifestava essa preocupação em março de 2010. Mais recentemente, porém, antes de ser nomeado por Donald Trump para a presidência do Fed, parecia estar cedendo à pressão política para demonstrar otimismo quanto às perspectivas para a produtividade e a inflação. Temia-se que fosse uma biruta política, cuja visão econômica dependesse de quem estivesse no poder.






