Candidato do PSD afirma que pedirá a Fachin a divulgação dos inquéritos dos casos Master e INSS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado, candidato do PSD a presidente da República — Foto: Reuters/Jean Carniel O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), disse nesta quarta-feira (9) que a situação do Brasil, com a recente crise do Supremo Tribunal Federal (STF), é de "apodrecimento generalizado". "Ruína completa, é a destruição completa de um organismo chamado estado democrático de direito", afirmou. A fala ocorreu durante encontro de Caiado e do candidato a vice na chapa, Gilberto Kassab (PSD), na Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc). Caiado se referia às recentes decisões do tribunal. Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Nesta quarta (9), o ministro Flávio Dino suspendeu a ordem do colega e mandou reintegrar o chefe da PF ao cargo. "Cada um se acha no direito de amanhã decidir o que é melhor para si. O Supremo não era assim", afirmou. Kassab (PSD) fez coro a Caiado ao afirmar que o país está fora de controle. "As instituições não estão funcionando, elas funcionam para uma cobrir os maus feitos da outra", disse. O candidato a vice reconheceu, além disso, que as atuais pesquisas eleitorais não favorecem a chapa. A pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (7), mostra Caiado com 3% das intenções de voto, empatado com Renan Santos (Missão) e atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 36%, Flavio Bolsonaro (PL), com 29% e Augusto Cury (Avante), com 8%. "É claro que atualmente as pesquisas eleitorais não nos favorecem, mas se a gente não se posicionar para mostrar para o Brasil significa que nós estamos conformados com o que está acontecendo", afirmou Kassab. Mais tarde, em entrevista à Rádio Itatiaia, Caiado afirmou que vai protocolar um ofício ao ministro Edson Fachin com pedido para divulgar detalhes sobre o caso Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) antes das eleições. No entendimento do candidato, manter o sigilo até a votação representa um risco à democracia, uma vez que o eleitor poderia escolher seus candidatos sem conhecer eventuais envolvimentos nas investigações. “Essas informações são fundamentais para orientar o nosso voto. Hoje eu quero protocolar um pedido ao Edson Fachin, para que ele não só autorize todos os dados com mais detalhes do caso Master, como também do INSS”, disse. Segundo Caiado, o sigilo representa “um golpe à transparência e ao regime democrático brasileiro”. Na entrevista, o candidato também voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes do STF. Para Caiado, a Corte não pode servir de escudo para problemas de ordem individual. “Então, neste momento, o colegiado do Supremo Tribunal Federal deveria se reunir imediatamente e afastá-lo da condição de ministro supremo”, afirmou. Ele também defendeu que o Senado faça o impeachment de Moraes. Sobre uma eventual prisão do diretor-geral da PF, o ex-governador de Goiás disse que é necessário esperar os avanços das investigações. “Agora, no mínimo, é afastá-lo neste momento e ter a continuidade da Polícia Federal, que é uma instituição respeitada por todos nós brasileiros, que não pode ser desfigurada com a atitude de alguém que realmente não é compatível com o cargo”, afirmou. Debate paralelo Caiado também afirmou que pretende realizar um “debate paralelo” com Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury, após o cancelamento do debate presidencial previsto para segunda-feira (14). O evento, organizado por um pool de veículos de imprensa, foi cancelado porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença. Os demais candidatos haviam manifestado disposição para participar. “Ontem à noite eu conversei com o Renan e decidimos fazer também um debate paralelo, já que caiu o debate no dia 14. Vou, na manhã de hoje, convidar também o Zema e o Cury, já que esses dois [Lula e Flávio] estão envolvidos em corrupção, não tem como fugir das perguntas, então provavelmente não vão querer ir”, disse.
Caiado diz que situação no Brasil é de 'apodrecimento generalizado' após crise no STF
Candidato do PSD afirma que pedirá a Fachin a divulgação dos inquéritos dos casos Master e INSS






