Mostra entra em cartaz na recém-reformada Sala Bernardelli 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pintura de Stefany Lima: Escravizada no Maranhão do século XIX, Adelina é atuava como informante e por sua resistência à escravidão — Foto: Hannah Carvalho Depois de quatro anos em obras, o Museu Nacional de Belas Artes volta a abrir três de seus principais espaços expositivos com um resgate histórico fundamental. A tradicional Sala Bernardelli, totalmente reformada, recebe a exposição “Abolicionistas Brasileiras”, que reúne o trabalho de 40 artistas visuais negras. A mostra, promovida pelo Instituto Artistas Latinas, revisita as trajetórias de líderes que lutaram pela liberdade e acabaram silenciadas pelas narrativas oficiais — de Aqualtune e Luiza Mahin a Maria Firmina dos Reis e Esperança Garcia. Entre elas, também está Adelina (foto). Escravizada no Maranhão do século XIX, é conhecida por atuar como informante e por sua resistência à escravidão. Sua trajetória evidencia as estratégias de luta e sobrevivência construídas por mulheres negras no período. Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, o projeto reúne nomes de peso como Luna Bastos, Renata Felinto, Guilhermina Augusti, Lidia Lisbôa, Mônica Ventura, Aline Motta e Manuela Navas. Depois de passar pelo MAR, pelo MAMAM (Recife), pela Casa da Cultura da América Latina (Brasília) e pelo Centro Cultural São Paulo — onde somou mais de 100 mil visitantes —, a exposição ganha no MNBA uma edição ampliada, incorporando pinturas de Maria Auxiliadora e Marcia Falcão, do próprio acervo do museu. A abertura será no dia 16 de setembro, com entrada gratuita, integrando a programação da Semana de Arte do Rio.
Mulheres negras e abolicionistas são destaque em exposição no MNBA
Mostra entra em cartaz na recém-reformada Sala Bernardelli







