Somadas, as dez maiores registraram receita líquida de R$ 2,29 trilhões (alta de 3,7% em relação a 2024), enquanto o universo total registrou R$ 8,3 trilhões (mais 7,8%) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Arte/Valor As dez maiores empresas do Brasil cresceram menos que as mil empresas que integram o ranking Valor 1000 referente ao ano passado, mas seus lucros avançaram a passos mais largos. Somadas, as dez maiores registraram receita líquida de R$ 2,29 trilhões (alta de 3,7% em relação a 2024), enquanto o universo total registrou R$ 8,3 trilhões (mais 7,8%). Mas as nove maiores emplacaram lucro líquido 39% superior ao de 2024, ante a expansão de 25,8% no lucro das mil empresas (os dados do lucro líquido do Grupo Carrefour Brasil não foram incluídos no grupo das maiores porque a empresa fechou o capital e não apresentou balanço da operação completa). Maior empresa do Brasil quando o critério é a receita líquida, a Petrobras encerrou 2025 com uma leve alta de 1,4% no indicador. Apesar de a queda de 14% nos preços do petróleo do tipo Brent no ano passado ter jogado contra, o aumento de 11% da produção de petróleo e gás e as exportações recordes jogaram a favor. Em seguida, vem a JBS, com avanço robusto de 15,3% na receita. No Brasil, a expansão foi mais forte na Seara, com produtos de maior valor agregado e aumento das exportações. No exterior, a forte demanda no mercado americano impulsionou as operações da Pilgrim’s Pride e a melhora dos preços e volumes da carne bovina contribuiu para o desempenho da JBS Austrália. — Foto: Arte/Valor Em direção oposta foi a receita líquida da Raízen (agora em recuperação extrajudicial), com queda de 11,5% no ano-safra 2025/2026, impactada pela menor moagem de cana decorrente de eventos climáticos adversos. Isso impactou a receita da Cosan — holding que congrega participações societárias na Raízen, Rumo, Compass Gás, Radar e Moove —, que recuou 7,7%. O aumento da produção de minério de ferro (2,3% em relação a 2024), de cobre (9,8%) e níquel (11,3%) foi responsável pelo avanço de 3,7% da receita da Vale no ano passado, apesar dos preços mais baixos do minério de ferro. Os níveis de produção voltaram aos de 2018, antes do desastre de Brumadinho (MG). — Foto: Arte/Valor Já a Vibra encerrou 2025 com uma receita líquida 9,8% maior graças ao aumento da participação de mercado, das margens e dos volumes de combustíveis vendidos. No ano, 404 novos postos passaram a operar com a bandeira Petrobras — um recorde nos últimos cinco anos. O combate ao combustível ilegal também ajudou. — Foto: Arte/Valor A MBRF, por sua vez, registrou receita recorde de R$ 163,9 bilhões (alta de 9,9%). Com aumento de exportações para países do Oriente Médio e das vendas de processados no Brasil, a companhia conseguiu contrabalançar os custos mais elevados. — Foto: Arte/Valor A Ultrapar viu sua receita líquida avançar 6,6% com o incremento das vendas na rede Ipiranga, também beneficiada pelo combate às irregularidades do setor de distribuição de combustíveis e pelo aumento do transporte por meio da Hidrovias do Brasil. — Foto: Arte/Valor Nona maior companhia, a Cargill continuou investindo no Brasil — entre outros aportes, comprou 100% da SJC Bioenergia, arrendou o terminal portuário de Paranaguá (PR) e adquiriu planta de esmagamento de soja em Barreiras (BA). A receita da empresa avançou 8% em 2025. O ambiente de juros altos e o endividamento dos consumidores seguraram a receita líquida do Grupo Carrefour Brasil, que se manteve estável em 2025.
Valor 1000: Os destaques das mil maiores
Somadas, as dez maiores registraram receita líquida de R$ 2,29 trilhões (alta de 3,7% em relação a 2024), enquanto o universo total registrou R$ 8,3 trilhões (mais 7,8%)






