O estado de São Paulo lidera o ranking de ações na Justiça por assédio eleitoral no trabalho, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, segundo dados do CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho), órgão do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A lista faz parte de cartilha da campanha "No meu voto mando eu".

A pesquisa analisou 694 processos entre maio de 2023 e dezembro de 2025, envolvendo denúncias de assédio eleitoral nos 24 TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho) do país.

Os TRTs 2 e 15, ambos no estado de São Paulo, são os líderes, com 129 processos: 60 deles apenas na 2ª Região, que abrange a capital paulista, a região metropolitana e municípios da baixada santista. As demais 69 ações são do TRT 15, que abrange Campinas e outras cidades do interior.

Em seguida vêm o TRT-9, do Paraná, com 109 processos, e o TRT-4, do RS, com 77 ações. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4ª Região), com 48 processos, e Santa Catarina (12ª Região), com 46.

Somados, os seis tribunais —os dois de São Paulo, os três do Sul e o do Rio de Janeiro— concentram 58,8% dos processos (seis em cada dez), com 409 ações. Apenas o TRT-17, do Espírito Santo, não tem nenhum processo do tipo.