Projeto de conservação busca restaurar o equilíbrio ecológico de Floreana com espécimes criados em cativeiro durante anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As tartarugas-gigantes são fundamentais para a biodiversidade das Ilhas Galápagos — Foto: Reprodução / Galápagos Conservancy via El Tiempo Mais de um século após desaparecerem da Ilha Floreana, no arquipélago equatoriano de Galápagos, os descendentes dessas tartarugas-gigantes voltaram a percorrer o território de seus ancestrais. Em fevereiro de 2026, 158 filhotes foram soltos como parte de um projeto de recuperação dessa população. A história remonta ao século XVI, quando piratas e, mais tarde, baleeiros começaram a chegar ao arquipélago. Centenas de tartarugas eram capturadas porque conseguiam sobreviver meses sem água ou comida, permitindo que as tripulações as mantivessem vivas como fonte de carne durante as suas longas viagens. A chegada de animais não nativos agravou o problema. Ratos, porcos e outras espécies introduzidas pelos humanos afetaram os ovos e os filhotes, além de competirem por recursos. Em Floreana, a população desapareceu por volta de 1850. A descoberta das 'tartarugas alienígenas' Durante uma expedição em 2000 ao Vulcão Wolf, no norte da Ilha Isabela, cientistas encontraram espécimes com uma concha incomum e um formato de sela bem marcado. As tartarugas-gigantes são fundamentais para a biodiversidade das Ilhas Galápagos — Foto: Reprodução / Galápagos Conservancy via El Tiempo Inicialmente, não sabiam o que eram e começaram a chamá-las de "tartarugas alienígenas". Amostras de sangue foram analisadas por geneticistas da Universidade de Yale, que confirmaram que esses animais eram diferentes das espécies conhecidas na região. Estudos subsequentes revelaram uma surpresa: as tartarugas tinham linhagem de Floreana, a população que se acreditava ter desaparecido desde o século XIX. Os cientistas acreditam que a explicação mais provável está, mais uma vez, relacionada aos humanos. Baleeiros transportavam centenas de tartarugas e podem ter abandonado algumas na Ilha Wolf para reduzir o peso de seus navios. Também é possível que algumas tartarugas tenham chegado lá por acidente. Wolf retorna à sua antiga casa Para recuperar essa genética, 19 espécimes foram transferidos para o Centro de Criação de Tartarugas Terrestres Fausto Llerena, onde teve início um processo de reprodução e cuidados que se estendeu por anos. Os ovos são colocados em incubadoras com temperatura controlada, pois o calor determina o sexo dos filhotes. Após cerca de quatro meses, as tartarugas eclodem e são mantidas inicialmente em áreas com umidade controlada antes de serem transferidas para recintos. O esforço resultou na obtenção de quase 800 descendentes desses espécimes, que continuam a se reproduzir em cativeiro. As tartarugas-gigantes desempenham um papel fundamental nos ecossistemas — Foto: Reprodução / Galápagos Conservancy via El Tiempo Finalmente, em fevereiro deste ano, 158 tartarugas foram soltas em Floreana. Os animais foram equipados com dispositivos de rastreamento por satélite para estudar seus movimentos e adaptação ao novo ambiente. Com recursos da NASA, os pesquisadores também identificaram as áreas mais adequadas para a soltura. As tartarugas reintroduzidas são híbridas, combinando parte da linhagem Floreana com a genética de espécies nativas do Vulcão Wolf. Mesmo assim, os cientistas acreditam que possam existir exemplares de raça pura na área. Uma peça fundamental do ecossistema O retorno dessas tartarugas não se trata apenas de recuperar uma população perdida. Esses animais desempenham um papel essencial em Galápagos como "engenheiros do ecossistema". Cada tartaruga pode consumir até 225 quilos de vegetação por ano e percorrer grandes distâncias antes de expelir as sementes que ingere. Dessa forma, ela ajuda a dispersá-las e promove a reprodução de diversas plantas. Além disso, seus corpos enormes, que podem chegar a 400 quilos, modificam a vegetação e abrem espaços que outras espécies podem aproveitar. A recuperação das tartarugas faz parte de um esforço maior para restaurar Floreana, que também inclui o controle de espécies invasoras como roedores e gatos. Cabras, porcos e burros já foram erradicados em outras áreas do arquipélago. A história das chamadas "tartarugas alienígenas" é, em última análise, a de uma espécie que desapareceu de seu habitat natural, sobreviveu longe dele e agora está lentamente começando a jornada de volta. Sri Lanka cria torneio para capturar espécies invasoras de peixes 1 de 10 Sri Lanka pede que população capture espécies invasoras de peixes e organiza até torneio — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP 2 de 10 Ministério da Pesca lançou uma campanha nacional organizando uma competição de pesca em um reservatório no distrito central de Kurunegala — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Mais de 1.000 pescadores foram instruídos a pescar apenas os predadores introduzidos — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP 4 de 10 Importação, venda e transporte de peixes vivos como cabeça de cobra-gigante foram proibidos a partir de sábado — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Pessoas que já mantêm as raças com nomes assustadores em suas casas ou em aquários particulares também terão três meses para registrá-las junto às autoridades — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP 6 de 10 Apenas 22 cabeças de cobra pesando entre dois e quatro quilos tenham sido pesadas na competição de melhor pescador — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Autoridades incentivaram competidores a levarem peixes para casa e cozinhá-los, embora essa não seja espécie consumida pelos locais — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP 8 de 10 Cabeças de cobra-gigante podem crescer até mais de um metro — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Peixes estão se multiplicando rapidamente no reservatório Deduru Oya, ameaçando espécies nativas menores — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP 10 de 10 Secretário de Ministério diz que não é fácil pegá-los com uma rede, porque eles são muito agressivos e seus dentes são muito afiados — Foto: Ishara S. Kodikara/AFP X de 10 Publicidade Mesmo com mais de mil 'competidores', apenas 22 animais foram pescados