Três homens sobem por escadas e afixam numa fachada as letras que formam a palavra MAM: os dois "m" em preto e o "a" em vermelho. Dentro do museu, um funcionário dá os retoques finais no palco do auditório recém-reformado, o cheiro de madeira a tomar o ambiente, as novas poltronas ainda embaladas em plásticos protetores.
Na semana passada, a poucos dias de reabrir depois de dois anos fechado, o Museu de Arte Moderna de São Paulo recebia os últimos ajustes na reforma que reorganizou e atualizou os espaços internos. O projeto dos arquitetos Silvio Oksman e Anna Helena Villela, da firma Metrópole, melhorou a circulação dos visitantes, renovou o auditório e substituiu as instalações elétricas e de ar-condicionado.
A dupla também preservou um patrimônio da arquitetura brasileira ao deixar visível, nas salas expositivas, a marquise original, construída na década de 1950. No trecho ocupado pelo MAM, a marquise permanece como foi concebida no projeto de Oscar Niemeyer. Fora do museu, sua laje inferior foi coberta por um forro removível de gesso, solução adotada pela concessionária do parque como parte da impermeabilização da estrutura.
"É bacana pensar que tem uma estrutura que foi construída aqui, que está funcionando, e que o Museu de Arte Moderna vai preservar também a arquitetura moderna. Pode parecer um detalhe, mas não é. É um pedaço da história", afirma Oksman, arquiteto que tem no currículo o restauro de outras construções relevantes de São Paulo, como o prédio do IAB, o Instituto de Arquitetos do Brasil, no centro.






