Conhecido por ter atuado como procurador da Lava-Jato, ele teve o mandato cassado na Camara em 2023, acusado ter pedido exoneração do Ministério Público Federal em 2021 para evitar punições oriundas procedimentos disciplinares contra ele 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fernanda e Deltan Dallagnol em evento do NOVO — Foto: Marco Torelli/Divulgação O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu na noite desta terça-feira pelo deferimento do registro de candidatura ao Senado do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR). O placar foi de 4 à 3. Conhecido por ter atuado como procurador da Lava-Jato, ele teve o mandato cassado na Camara em 2023, acusado ter pedido exoneração do Ministério Público Federal em 2021 para evitar punições oriundas procedimentos disciplinares contra ele. Antes do registro de candidatura, Deltan também pediu a Justiça Eleitoral uma análise antecipada sobre a sua situação de elegibilidade na eleição deste ano, como informou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. A defesa de Deltan tem argumentado que, ao cassar seu mandato como deputado em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não declarou expressamente sua inelegibilidade para eleições futuras e tampouco fixou um período de oito anos de suspensão de seus direitos políticos. O argumento foi acolhido no mes passado pelo Ministério Público Eleitoral, que deu um parecer favorável a candidatura dele, argumentando que a situação jurídica dele difere da analisada anteriormente pelo TSE. Como mostrou o GLOBO, parte dos procedimentos foram arquivados posteriormente por razões como prescrição ou improcedência, enquanto os demais foram encerrados antes de qualquer risco de demissão. A mesma visão foi compartilhada pela relatora do caso no TRE-PR, a juíza Vanessa Jamus Marchi, que votou a favor do pedido de registro de candidatura de Deltan ao Senado neste ano. Durante o voto, que teve duração de tres horas, ela afirmou que os processos abertos pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para apurar a atuação do ex-procurador já foram encerrados e não geraram punições futuras a Dallagnol, apesar do indeferimento de sua candidatura pelo TSE em 2022. Em nota, Deltan afirmou que nesta terça-feira "prevaleceram a lei, a Justiça e a vontade do Paraná de decidir seu próprio futuro". Leia a íntegra da nota de Deltan: "Para desespero de Gleisi Hoffmann, a Justiça venceu no Paraná. Minha candidatura está confirmada. O eleitor paranaense poderá escolher livremente quem quer como seu representante e, nas urnas, vamos aposentar Gleisi da política. A decisão do TRE mostra mais uma vez que no Paraná a técnica vence, a lei vence! Mostra o tamanho da injustiça cometida contra mim em 2023. Hoje, prevaleceram a lei, a Justiça e a vontade do Paraná de decidir seu próprio futuro. O Paraná não se dobra."
TRE-PR determina manutenção da candidatura ao Senado de Deltan Dallagnol
Conhecido por ter atuado como procurador da Lava-Jato, ele teve o mandato cassado na Camara em 2023, acusado ter pedido exoneração do Ministério Público Federal em 2021 para evitar punições oriundas procedimentos disciplinares contra ele









