Ex-procurador teria incluído informações fiscais e bancárias do ministro do STF em registro de candidatura ao Senado pelo Paraná; tribunal regional do Estado também foi acionado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cristiano Zanin, ministro do STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu providências após o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, que concorre ao Senado no Paraná pelo partido Novo, publicar no seu pedido de registro de candidatura dados bancário e fiscal do magistrado. A solicitação foi apresentada aos presidentes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio STF por poder configurar violação de sigilo. Leia mais: Zanin fez o pedido após reportagem do portal Metrópoles apontar que Deltan juntou ao seu próprio registro de candidatura ao Senado pelo Paraná dezenas de páginas relativas aos sigilos fiscal e bancário do ministro Cristiano Zanin, obtidos pela Operação Lava-Jato do Rio de Janeiro em 2019 e depois declarados nulos pela Justiça. Deltan justificou, por meio das redes sociais, que sua defesa apresentou à Justiça Eleitoral cópias de procedimentos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para responder às impugnações de sua candidatura. Entre esses procedimentos estaria uma reclamação disciplinar proposta por Cristiano Zanin contra Deltan e outros procuradores. Os dados fiscais e bancários do ministro estavam incluídos como parte dessa reclamação. Deltan Dallagnol — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Segundo a defesa de Deltan, as cópias das reclamações foram apresentadas de forma integral pelos advogados para não omitir nenhum dado ou informação que pudesse ser relevante para a avaliação do conteúdo. “Como cada pedido de registro de candidatura toma em conta as informações e provas disponíveis no momento de sua apresentação, os dados são essenciais para a decisão da Justiça Eleitoral. A defesa do candidato jamais teve a intenção de expor dados do então advogado, mas sim de exercer com plenitude o direito político de candidatura, demonstrando cabalmente sua elegibilidade”, diz em nota. O Valor procurou Deltan Dallagnol por meio de sua assessoria de imprensa, mas não recebeu nenhum retorno até a publicação da reportagem. Segundo pesquisa Quaest para o Senado do Paraná divulgada no dia 24 de agosto, Deltan tinha 9% das intenções de voto, em cenário de empate técnico com outros três candidatos: Alexandre Curi (PSD), com 15%, Gleisi Hoffmann (PT), com 11%, e Filipe Barros (PL), também com 9%. A confirmação do registro de candidatura de Deltan é aguardada com expectativa pelos aliados. Ele foi o deputado federal mais votado no Estado em 2022, mas acabou sendo cassado pelo TSE e considerado inelegível para aquele pleito. Agora, ele sustenta estar em condições legais de disputar. O Ministério Público Eleitoral no Paraná emitiu parecer favorável à candidatura do ex-procurador neste ano e pediu o reconhecimento de sua elegibilidade, mas o Tribunal Regional Eleitoral ainda não julgou o caso.
Zanin aciona TSE e STF após ter dados sigilosos expostos por Deltan Dallagnol
Ex-procurador teria incluído informações fiscais e bancárias do ministro do STF em registro de candidatura ao Senado pelo Paraná; tribunal regional do Estado também foi acionado












