Candidato do Avante afirma ser favorável a uma lista tríplice para escolha do diretor-geral do órgão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato Augusto Cury em agenda de campanha, ao lado do deputado Paulinho da Força (à esq.) e de Luís Tibé, presidente do Avante — Foto: Divulgação/Campanha de Augusto Cury O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, criticou interferências políticas na Polícia Federal (PF) e defendeu maior autonomia para a corporação, ao comentar nesta terça-feira (8) a ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da instituição. "A Polícia Federal é uma polícia de Estado. Ela tem que ser honrada, mas não tem que ter tanta interferência do Executivo, como tem tido. É uma pena o que está ocorrendo", disse, ao participar de ato para receber a declaração de apoio do presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP). Cury, que ascendeu ao terceiro lugar nas pesquisas, disse ser favorável a uma lista tríplice para a escolha do diretor-geral do órgão, formada a partir de votação dos delegados da PF, cabendo ao presidente da República decidir entre os três mais votados. "O Brasil precisa ser passado a limpo. A Polícia Federal tem que ser uma polícia de Estado, não a polícia de um partido, de um nome ou de uma sigla." O presidenciável do Avante reiterou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram a corrida ao Palácio do Planalto, atribuindo seu crescimento nas pesquisas à busca dos eleitores por uma alternativa à polarização. O ato com o Solidariedade foi realizado na capital paulista, onde o presidenciável cumpre agendas de campanha. Cury agradeceu a Paulinho pelo "apoio pessoal", já que a federação formada pelo partido com o PRD optou pela neutralidade na disputa presidencial, e disse ter afinidade com o deputado na busca de "pacificar a nação" e em pautas como a discussão da escala 6x1. O presidenciável disse que é favorável ao formato 5x2 e que podem ser discutidos "ajustes" para áreas que forem mais prejudicadas pelo fim do formato atual. O presidente do Solidariedade anunciou nas redes sociais que declararia apoio a Cury como "pessoa física" e que "não aguenta mais" a polarização. Ele disse que não iria votar em Lula "de jeito nenhum" nem em Flávio e que estava pensando em anular o voto, mas optou por Cury por entender que o presidenciável representa o que ele pensa, com sua proposta de pacificação para que o país possa discutir os problemas reais. Paulinho, que não concorre nas eleições deste ano e apoia para a Câmara dos Deputados a candidatura do filho Alexandre Pereira (SD), foi o relator da Lei da Dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Seu endosso a Cury deverá ser seguido por uma ala de dirigentes e candidatos do Solidariedade. "Não vou concorrer nesta eleição, até por um pouco de desilusão? Eu não consigo ficar no plenário da Câmara ouvindo tanta besteira ao mesmo tempo. Acho que a Câmara foi tomada também pelos idiotas, e uma boa parte dos idiotas do Brasil. E as pessoas de bem normalmente não querem nem mais ficar no plenário. Fica lá o pessoal do celular batendo boca", disse o deputado, no ato com Cury. "Quando votei no Lula, na eleição passada, imaginei que ele ia ser presidente do Brasil. E, no final, vi que ele foi presidente apenas da turma que ia visitá-lo na cadeia", disse Paulinho, criticando o petista por "governar para uma parte". Ele citou a rejeição a ambos e disse que é preciso alguém para "curar" o Brasil. "Eu realmente não iria votar no Lula, de jeito nenhum, e também não iria votar no Flávio Bolsonaro, embora ache que o Flávio é o melhor da família. Porque a família [Bolsonaro] é complicada, né?", acrescentou o parlamentar. O presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé, declarou que a adesão de Paulinho chega em um "momento importante da campanha". Segundo ele, Cury tem crescido rapidamente apesar das dificuldades para "romper a bolha" com a estrutura limitada do partido, que tem contado com a mobilização voluntária nas ruas. Pesquisas e patrimônio Depois de marcar 10% em pesquisa Quaest na semana passada e 8% nesta semana, Cury afirmou que continua animado com a campanha e relativizou o impacto dos levantamentos, dizendo que há casos de candidatos que estavam atrás e de repente surpreenderam. "Acho que não estamos no nível do teto [nas pesquisas]", disse, ao ser questionado. O presidenciável afirmou ainda que sua campanha já providenciou a retificação da sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, depois de ter admitido no fim de semana a omissão de empresas nas quais ele tem participação. Segundo o candidato, elas não correspondem "a nem 0,5%" de todos os seus bens. "São várias empresas, que estavam em outros contadores e acabaram passando ali despercebidas e agora foram acrescentadas", disse, em linha com a afirmação de sua assessoria de que as fatias não declaradas "são inexpressivas em relação ao patrimônio do candidato". Cury deixou de informar ao menos três empresas suas nos Estados Unidos e duas no Brasil, informação revelada pelo jornal Folha de S.Paulo. A campanha confirmou o problema após a publicação da reportagem e disse que as companhias omitidas "correspondem a empresas inativas ou sem rendimentos". Até o início da noite desta terça, as alterações prometidas ainda não constavam no painel do sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Escritor, médico psiquiatra e palestrante, Cury é o presidenciável com mais bens declarados nesta eleição, com patrimônio de R$ 242,2 milhões.
Cury critica interferências políticas na PF e diz que Brasil tem que ser 'passado a limpo'
Candidato do Avante afirma ser favorável a uma lista tríplice para escolha do diretor-geral do órgão








