A decisão tomada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça nesta terça-feira (8) não apenas afasta preventivamente Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal, mas também determina que ele deixe o cargo de delegado da corporação durante o mesmo período.
Andrei é delegado da PF há mais de 20 anos, segundo currículo apresentado pelo Ministério da Justiça, órgão ao qual a corporação é subordinada.
Ele já foi notificado de seu afastamento por uma oficial de Justiça. O documento enviado ao Supremo diz que ele recebeu uma cópia e comprovou que tomou conhecimento da decisão.
A ordem de Mendonça para tirar Andrei de suas funções foi referendada pela maioria da Segunda Turma, com votos dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. O julgamento, porém, foi suspenso por pedido de vista do decano Gilmar Mendes, que se manifestou para que o caso seja levado ao plenário da corte.
Andrei Rodrigues foi o nome escolhido pelo presidente Lula (PT) para substituir a cúpula bolsonarista que ocupava a PF até 2023. Ele havia atuado como coordenador de segurança do petista e, antes disso, fez parte da segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010.













