Cancelamento ocorre horas após André Mendonça, que integra o colegiado, afastar diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Luiz Fux em sessão plenária do STF — Foto: Luiz Silveira/STF A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) cancelou a sessão de julgamentos prevista para tarde desta segunda-feira (8). Ainda não há um motivo atribuído ao cancelamento. As sessões presenciais ordinárias do colegiado costumam ocorrer a cada quinze dias, a partir das 14h. A sessão desta terça constava na agenda da Corte pelo menos desde a sexta-feira passada (4). Fazem parte do colegiado os ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. A sessão de hoje ocorreria no mesmo dia em que Mendonça decidiu afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Mais cedo, ele submeteu a decisão a referendo da Segunda Turma em sessão virtual extra às 10h. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Gilmar (mais tempo para analisar o caso), mas Fux e Nunes Marques adiantaram seus posicionamentos e acompanharam Mendonça, formando maioria para manter o afastamento de Rodrigues. Como mostrou o Valor, o decano da Corte pretende pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, que a decisão seja analisada pelo plenário, com todos os ministros. Gilmar deve argumentar que Fachin já pediu, na semana passada, manifestação de Andrei sobre citação a ministros do Supremo em investigações e que as disputas envolvendo Mendonça e Alexandre de Moraes serão analisadas no plenário, composto por todos os integrantes da Corte. No começo da semana passada, Mendonça tirou o sigilo de um relatório da PF que cita mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviadas a um contato atribuído a Moraes. Na quinta (3), em resposta, Moraes pediu a Fachin que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade e crimes de responsabilidade. Ambos os casos devem ser levados ao plenário. Fachin deu duas decisões, a primeira delas sobre o relatório que cita Moraes. Ele determinou que Andrei e a Procuradoria-Geral da República (PGR) prestem informações sobre o cumprimento de previsão constante na Lei Orgânica da Magistratura, segundo as quais indícios de práticas de crime cometido por magistrado devem ser enviados ao tribunal competente. A decisão de Mendonça de afastar Andrei leva em conta o relatório da PF utilizado por Alexandre de Moraes na quinta-feira para pedir que Mendonça seja investigado por abuso de autoridades.