Segundo a Anfavea, entidade que representa as montadoras com produção no país, foram montados 271,2 mil veículos em agosto, alta de 9,4% na comparação anual 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A venda de veículos em agosto deste ano subiu 22,1% ante o mesmo período do ano passado, somando 275,1 mil unidades, mas as exportações recuaram 31,7%, impulsionado pela queda nos embarques para a Argentina. A produção mensal naquele mês foi a maior desde outubro de 2019, período pré-pandemia, e no acumulado do ano, também avançou, mas apenas um terço do acréscimo de veículos montados teve produção plena no país. Segundo números divulgados na manhã desta terça-feira (8) pela Anfavea, entidade que representa as montadoras com produção no país, foram montados 271,2 mil veículos em agosto, alta de 9,4% na comparação anual. No acumulado do ano até agosto foram produzidos 1.897,5 mil veículos, alta de 8,5%, e vendidos 1.975,3 mil veículos, alta de 18,4%. Avanço de montagem de importados “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, disse Igor Calvet, presidente da entidade. Os modelos aos quais ele se refere são aqueles no qual o veículo ou chega ao país praticamente montado, mas recebe localmente acabamentos finais, como a instalação de pneus, ou chega totalmente desmontado, em kits de componentes ou peças avulsas para ser montado localmente. Caminhões A abertura dos dados mostra que o segmento de caminhões cresceu na comparação anual, mas recuou em relação ao mês anterior. Foram 10,0 mil unidades emplacadas em agosto, número 12,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas 14,1% menor do que o registrado em julho. No acumulado do ano até agosto, também houve queda, de 4,9%. “Apesar da queda, estamos pelo terceiro mês consecutivo acima do que o ano passado registrou em termos de emplacamento [de caminhões]”, disse Calvet. O segmento, disse a entidade, tem se recuperado gradualmente, desde o lançamento do programa federal Move Brasil, lançado para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões. Outro destaque foram os registros de veículos eletrificados, que chegaram perto de 372 mil unidades no acumulado do ano, registrando uma expressiva alta de 125,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Na categoria, 39% dos modelos foram produzidos no Brasil. Importados avançam e exportados recuam Segundo o relatório, o emplacamento de importados atingiu 62,7 mil em agosto, alta anual de 58,2%. No acumulado do ano até agosto, somou 406,7 mil unidades, alta de 29,8% na mesma base de comparação. A principal origem dos embarques foi a China, que detém mais da metade desse volume, com 221,2 mil unidades “Veículos importados já chegam a um quinto do mercado brasileiro de veículos neste ano. É uma tendência no mercado, que está acontecendo muito rápido”, disse. “Hoje, 54,2% das importações brasileiras do nosso setor já vem da China. É um dado que nos torna muito dependentes de uma origem só de importação”, completou. As exportações de autoveículos somaram 39,8 mil unidades em agosto, registrando queda de 31,7% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do ano, caíram 22,9%, para 294,1 mil unidades, com queda nos embarques para os principais mercados. As exportações para a Argentina, principal destino dos embarques, caíram 36,6% no período na comparação anual, somando 143,3 mil autoveículos. “Quase a totalidade da queda dos nossos embarques é reflexo da queda nos embarques para a Argentina”, disse o presidente da Anfavea. “Único mercado para o qual crescemos foi Colombia neste ano, que cresceu 5,5%, para 34,3 mil unidades”, completou Calvet. Igor Calvet, presidente da entidade — Foto: Rogerio Vieira/Valor