Mercados tornam a repercutir a percepção de que as eleições presidenciais de outubro serão acirradas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juros futuros despencam com quadro eleitoral, e Tesouro faz maior leilão de NTN-B no ano — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil As taxas dos juros futuros têm um dia de queda nesta terça-feira (8), volta do feriado de Independência no Brasil em que os mercados tornam a repercutir a percepção de que as eleições presidenciais de outubro serão acirradas. Pesquisas divulgadas entre ontem e hoje corroboraram a visão de que as chances de uma vitória da oposição no mês que vem cresceram, gerando um recuo intenso das taxas de longo prazo e, por consequência, um achatamento da curva de juros futuros. Neste ambiente, o Tesouro Nacional novamente aproveitou o apetite dos investidores por títulos da dívida pública e realizou hoje o maior leilão de NTN-Bs (papéis atrelados ao IPCA) de todo o ano de 2026 em volume financeiro. Por volta de 13h20, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 operava estável ante o ajuste anterior, a 13,57%; a do DI de janeiro de 2028 tinha queda de 13,58% a 13,52%; a do DI de janeiro de 2029 cedia de 13,855% para 13,715%; e a do DI de janeiro de 2031 despencava de 14,095% a 13,905%. Ontem, a Quaest mostrou o presidente Lula (PT) numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato de oposição, ambos com 41% das intenções de voto em simulação de segundo turno. O levantamento gerou uma nova onda aplicadora (que aposta na queda das taxas) no mercado local de renda fixa, mesmo diante de um exterior mais cauteloso em meio à alta do petróleo, provocada pelo recrudescimento das tensões no Oriente Médio. Após se aproximar da marca a de US$ 100 por barril, o petróleo Brent arrefeceu alta, o que deu certo alívio à renda fixa global. Ainda assim, no horário mencionado anteriormente, a taxa da T-note americana de dez anos subia de 4,789% a 4,802%. O mercado local, porém, deixa o ambiente externo de lado e foca na perspectiva de que a oposição vença as eleições à Presidência. Há na Faria Lima quem já trate Flávio Bolsonaro como o favorito da disputa diante do estreitamento da vantagem de Lula observado nas pesquisas que saíram nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo episódio relevante após o ministro André Mendonça ordenar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por ver “irregularidades e ilicitudes” na produção de relatórios usados pelo ministro Alexandre de Moraes. O caso é interpretado por agentes do mercado como favorável a Flávio, uma vez que Moraes foi figura-chave no processo que prendeu o ex-presidente e pai do senador carioca, Jair Bolsonaro. Neste ambiente de amplo apetite por ativos locais, o Tesouro Nacional vendeu 2,15 milhões de NTN-B e, com isso, realizou o maior leilão desta classe de papéis desde a oferta “off the run” (fora do calendário regular de emissões) de setembro do ano passado. Em termos de volume financeiro, o Tesouro emitiu quase R$ 9,7 bilhões a um DV01 (métrica de risco embutido no mercado pela oferta) de US$ 786 mil - apenas o quarto mais alto do ano, segundo dados da Eytse Estratégia.
Juros futuros despencam com quadro eleitoral, e Tesouro faz maior leilão de NTN-B no ano
Mercados tornam a repercutir a percepção de que as eleições presidenciais de outubro serão acirradas






