Fundo dedicado à segurança digital supera 700% do CDI nos primeiros seis meses e seleciona onze empresas em um mercado global em expansão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Atualmente, a carteira reúne onze empresas e pode chegar a aproximadamente 15. A concentração acompanha também a leitura de que o mercado passa por consolidação. — Foto: Divulgação A cibersegurança caminha para se tornar um mercado global de cerca de US$ 377 bilhões até 2028, ante US$ 300 bilhões projetados para 2026 pelo IDC. A expansão acompanha uma mudança mais profunda na economia: à medida que a inteligência artificial avança sobre diferentes setores e amplia as possibilidades de conexão, automação e uso de dados, surgem novas vulnerabilidades a serem protegidas. No Safra, esse movimento levou a cibersegurança a ganhar espaço próprio entre as teses de investimento ligadas às transformações provocadas pela IA. A estratégia começou a ser estruturada em fevereiro deste ano e deu origem ao Safra Segurança Digital — Cybersecurity, fundo pioneiro no mercado brasileiro dedicado ao tema. Em seus primeiros seis meses, o fundo acumula rentabilidade superior a 700% do CDI. O desempenho reforçou uma convicção que, segundo especialistas do banco, antecede os resultados: a segurança digital tende a ocupar uma parcela crescente e mais resistente aos cortes dos investimentos das empresas. Para o banco, trata-se de uma transformação com horizonte de médio e longo prazo, e não de uma aposta circunstancial na valorização de empresas de tecnologia. Essa resiliência está ligada a uma demanda que se renova a cada mudança tecnológica. Dos antivírus à computação em nuvem e, depois, ao trabalho remoto, cada avanço ampliou os pontos de acesso e exigiu novas formas de proteção. A inteligência artificial acelera esse ciclo ao adicionar agentes autônomos, deepfakes e ataques mais sofisticados a um ambiente já distribuído entre redes, nuvem e diferentes dispositivos. Segundo o Global Threat Report 2026, da CrowdStrike, 82% das detecções registradas em 2025 já não envolveram malware, sinal de que as ameaças também mudaram de natureza. A necessidade contínua de adaptação ajuda a explicar por que o Safra considera o gasto com cibersegurança mais resiliente do que outras despesas corporativas. Empresas podem postergar determinados investimentos em tecnologia, mas encontram menos espaço para reduzir recursos destinados à proteção de sistemas e informações, sobretudo diante dos efeitos financeiros e reputacionais de invasões e vazamentos. A segurança digital se aproxima da manutenção de um elevador: é um gasto recorrente porque o custo de negligenciá-lo pode ser desproporcional. Esse caráter mais recorrente da demanda, porém, não significa que todas as empresas do setor estejam igualmente posicionadas para se beneficiar dela. É nessa diferença que entra a seleção do fundo. Atualmente, a carteira reúne onze empresas e pode chegar a aproximadamente 15. A concentração acompanha também a leitura de que o mercado passa por consolidação. Pesquisa do IBM Institute for Business Value em parceria com a Palo Alto Networks mostra que as organizações operam, em média, 83 soluções de segurança de 29 fornecedores, fragmentação que abre espaço para plataformas capazes de integrar diferentes ferramentas. O trabalho de curadoria do Safra visa entender se essas empresas estão no caminho certo, se a tecnologia utilizada está correta e qual é a qualidade dos resultados que sustentam o valuation. A gestão acompanha a evolução das tecnologias, os resultados das companhias e seus níveis de avaliação, em um setor no qual as soluções precisam mudar à medida que as próprias ameaças se sofisticam. Na carteira do investidor, o Safra Segurança Digital — Cybersecurity funciona como uma exposição específica a esse movimento. A estratégia é voltada, sobretudo, a quem já investe em renda variável ou multimercados e trabalha com horizontes mais longos. A iniciativa faz parte de uma estratégia do Safra de acompanhar transformações capazes de alterar diferentes setores da economia e convertê-las em teses de investimento. Um dos primeiros movimentos nessa direção foi o Fundo Safra Inteligência Artificial, lançado em março de 2024. Nos 12 meses encerrados em 31 de agosto, o fundo acumulava rentabilidade de 78,29%; no ano, o avanço era de 46,07%, segundo dados do banco. A cibersegurança aparecia inicialmente dentro desse ecossistema, até ganhar escala e fundamentos suficientes para sustentar uma estratégia própria. O Cybersecurity não deve encerrar essa busca. Para o Safra, a IA não transformará apenas empresas de tecnologia, mas produtividade, modelos de negócio e formas de trabalho em praticamente todos os setores. As teses de investimento estão sendo constantemente monitoradas e testadas, e novas estratégias de investimento serão lançadas à medida que seja identificado um conjunto de empresas e de fundamentos capazes de sustentar uma tese de longo prazo.
Safra transforma avanço da cibersegurança em tese de investimento
Fundo dedicado à segurança digital supera 700% do CDI nos primeiros seis meses e seleciona onze empresas em um mercado global em expansão







