Os planos de governo dos dois principais candidatos à Presidência colocam a segurança pública entre as prioridades, mas apontam caminhos distintos para enfrentar a criminalidade. O tema, que aparece entre as principais preocupações dos brasileiros, ganhou protagonismo na disputa eleitoral e tem ocupado espaço nas propostas, propagandas e entrevistas dos presidenciáveis.
Lula (PT) aposta na continuidade e ampliação de políticas de seu governo, com foco na integração das forças de segurança, na asfixia financeira do crime organizado, no controle de armas e em mecanismos de controle da atividade policial, como o estímulo ao uso de câmeras corporais.
Flávio Bolsonaro (PL) concentra suas propostas no endurecimento penal e na ampliação da capacidade repressiva do estado. Defende reduzir a maioridade penal, restringir a progressão de regime, adotar a castração química para condenados por crimes sexuais e criar 500 mil vagas em presídios.
Pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio.
Apesar das diferenças, os programas dos dois adversários têm em comum a falta de detalhamento sobre custos, metas e formas de implementação de parte das propostas. Além disso, algumas das principais promessas dependem de mudanças legislativas, a cargo do Congresso.









