Estudo da Alta aponta ainda que alíquota-padrão de 26,5% para o setor pode reduzir demanda por viagens 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Segundo o relatório, encarecimento teria potencial de reduzir em 21,1% a demanda doméstica — Foto: Marcia Foletto/Agência O Globo Estudo da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) calcula que a aplicação ao setor da alíquota-padrão estimada de 26,5% do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que começa a valer no ano que vem, elevaria em 16,1% o custo das passagens aéreas. Esse encarecimento, de acordo com o relatório, teria potencial de reduzir em 21,1% a demanda doméstica. Nas viagens para o exterior, as passagens poderiam ficar 13,3% mais caras. A associação ressalta que, no período entre 2014 e 2024, o crescimento do número de viagens de avião no Brasil ficou estagnado, enquanto países vizinhos apresentaram expansão. A Colômbia, por exemplo, avançou 64% nesse intervalo, e o Chile, 51%. Atualmente, o sistema tributário brasileiro para o setor é considerado o mais competitivo da região, liderando um ranking de 20 nações latino-americanas e caribenhas elaborado pela entidade. Com as novas regras, o país poderia cair para a sétima posição, ficando atrás do Panamá, da Guatemala e da Costa Rica. De acordo com o relatório, a retração nos aeroportos provocaria um efeito cascata em setores que dependem da movimentação de pessoas. O estudo estima que, ao longo de uma década, até 2036, a redução da malha aérea subtrairia cerca de US$ 7,7 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 640 milhões mensais, do Produto Interno Bruto (PIB) de Viagens e Turismo. O baque na geração de empregos também seria severo. A entidade projeta que 360 mil novos postos de trabalho deixariam de ser criados. Na prática, quase um em cada quatro novos empregos previstos para o setor turístico não sairia do papel. O levantamento argumenta ainda que a conectividade reduzida afetaria a importação de insumos farmacêuticos, que soma mais de US$ 3 bilhões anuais via aérea, e as exportações do agronegócio. "Manter um marco tributário competitivo para a aviação ajudaria o Brasil a continuar expandindo sua conectividade, ao mesmo tempo em que apoiaria o turismo, o investimento e o crescimento econômico", defende o estudo Linha do BNDES O documento mostra que, entre 2015 e o terceiro trimestre de 2025, as companhias aéreas brasileiras acumularam R$ 55 bilhões em prejuízos, indicando uma “capacidade limitada de absorver custos adicionais”. Nesse contexto, o BNDES detalhou em julho uma linha de socorro para as companhias aéreas. No total, estão disponíveis R$ 13,5 bilhões. Como já havia sido fixado em medida provisória (MP) em junho, são R$ 8 bilhões para crédito de capital de giro, que terão juros praticamente negativos. Mais R$ 5,5 bilhões serão destinados à aquisição de aeronaves e outros investimentos. Segundo o banco de fomento, Azul, Gol e Latam têm um limite pré-aprovado de R$ 2,664 bilhões cada. Essa linha terá prazo total de cinco anos, carência (período inicial em que o tomador fica sem pagar nada do empréstimo) de um ano e juros anuais de 4%— que são praticamente negativos, já que a inflação acumulada em 12 meses está em torno de 4,5%.
Associação latino-americana de aéreas estima alta de 16% nas passagens
Estudo da Alta aponta ainda que alíquota-padrão de 26,5% para o setor pode reduzir demanda por viagens






