Robert Pattinson interpretando um apresentador de TV que cria um programa para flagrar pedófilos e os irmãos Gallagher, da banda Oasis, com um documentário sobre as complexidades de sua reconciliação, foram os destaques do Festival de Cinema de Veneza neste sábado (5). "Primetime", estrelado por Pattinson, é um filme baseado no controverso reality show da NBC "To Catch a Predator", exibido de 2004 a 2007. No programa, o apresentador Chris Hansen atraía pedófilos para encontros falsos com menores de idade para expô-los diante das câmeras. — Desde o início, me senti muito ligado a este projeto e a todos os envolvidos — disse o ator de 40 anos em entrevista coletiva ao lado de Lance Oppenheim, que estreou na direção neste filme. Pattinson, que também produziu "Primetime", disse que o papel foi um desafio, porque as filmagens aconteceram pouco antes de ele começar seu trabalho em "A Odisseia", de Christopher Nolan. — Achei o sotaque muito difícil — brincou. — Definitivamente, ouço um pouco da voz de Chris Hansen em 'A Odisseia' quando assisto ao filme. Possível Ação Judicial Quando o trailer do filme foi lançado algumas semanas atrás, o próprio Chris Hansen elogiou a atuação de Pattinson. — É evidente que ele tem praticado para me imitar, e embora eu ache que seja um pouco exagerado, acho que a imitação é muito boa — afirmou Hansen recentemente no programa americano Entertainment Tonight. O apresentador, no entanto, não descartou a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra a produção por retratá-lo de forma bastante negativa. O elenco de "Primetime" inclui a cantora americana Phoebe Bridgers, que interpreta a esposa de Hansen, marcando a estreia da artista folk no cinema. Pattinson já possui uma longa carreira desde que ascendeu à fama na saga "Crepúsculo" e se tornou uma das estrelas mais rentáveis ​​de Hollywood, com filmes este ano incluindo o sucesso de bilheteria de Nolan, "The Drama", um filme de Kristoffer Borgli no qual ele estrela ao lado de Zendaya; ou o terceiro filme da saga "Duna", dirigido por Denis Villeneuve, que estreia em dezembro. 'Nem sequer apertar as mãos' Os outros protagonistas do dia foram os irmãos Gallagher e o documentário "Oasis: Don't Look Back in Anger", que revela alguns segredos da reconciliação dos temperamentais músicos britânicos após anos de afastamento na sequência de uma discussão em Paris em 2009. Liam Gallagher, Steven Knight, Noel Gallagher, Dylan Southern e Will Lovelace na sessão de fotos de "Oasis: don't look back in anger", apresentado fora de competição no 83º Festival Internacional de Cinema de Veneza, no Lido — Foto: STEFANO RELLANDINI/AFP O cineasta Steven Knight relatou como Liam Gallagher chegou, pela primeira vez em 15 anos, a um encontro com seu irmão Noel, durante um ensaio tenso antes da turnê "Live '25". — Ele (Liam) entra e pergunta: 'Estamos prontos? Estamos prontos? Vamos começar?' E então todos respondem: 'Sim, ok, ok. 1, 2, 3, 4, bang! — lembrou Knight em entrevista à AFP. — Eles são ingleses da classe trabalhadora, não vão demonstrar emoção, nem sequer vão apertar as mãos — acrescentou. Para Knight, o filme mostra como os irmãos, ambos nascidos em Manchester, estão gradualmente deixando de lado as desavenças que os mantiveram separados por tanto tempo. A reconciliação foi facilitada pelo relacionamento crescente entre seus filhos, que nunca haviam se encontrado antes da reconciliação. — Acho que, quando os filhos se envolveram, isso foi o que os uniu. Os filhos se conheceram e se tornaram amigos — disse Knight. O retorno da banda desencadeou uma onda de nostalgia entre os fãs do Britpop. A turnê mundial que se seguiu, em 2025, teve ingressos esgotados em diversas cidades, confirmando o interesse duradouro pelo Oasis, uma das bandas de rock britânicas mais influentes das últimas décadas.