[RESUMO] Neste fragmento de "O Tesoureiro", que será publicado pela Todavia, Xico Sá rememora a atmosfera que o cercava em meados de 1993, quando todos se perguntavam onde estava PC Farias. O tesoureiro de Collor desapareceu depois da decretação da sua prisão, e o então repórter da Folha obteve a informação que ele estava em Londres. PC Farias foi preso na Tailândia meses depois e condenado pelo STF no ano seguinte. Em 1996, foi encontrado morto ao lado da sua namorada, Suzana Marcolino, um crime até hoje não esclarecido.
O caso PC era acompanhado como uma novela de sucesso. O assunto dava mais audiência do que o coronel José Inocêncio, personagem de "Renascer", teledrama em cartaz na TV Globo naquele momento.
Cadê PC Farias?
Acossado, sentia-me como um Sherlock Holmes de araque. Ria, de nervoso, ao saber que a cobrança, mesmo feita às vezes em tom de humor ou blague, me perseguiria como uma sombra em forma de interrogação gigante pelo asfalto selvagem de São Paulo.
Onde está Wally? O cartunista Angeli retratou como ninguém o desaparecimento do vilão, em charges que misturavam a política brasileira com o desenho infantil, que eram um fenômeno editorial na época. O Wally das Alagoas era bem mais enigmático do que o personagem esperto do autor e ilustrador britânico Martin Handford.








