Montadora britânica prevê economizar cerca de 1,7 bilhão de libras em dois anos, diante da alta dos custos, do impacto das tarifas americanas e da queda da demanda na China 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Linha de produção da fábrica de veículos da Jaguar Land Rover, da Tata Motors, em Solihull, no Reino Unido. — Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg A Jaguar Land Rover, maior montadora do Reino Unido, deve cortar 4 mil postos de trabalho nos próximos dois anos, enquanto enfrenta a disparada dos custos, a forte queda nas vendas e os efeitos das tarifas americanas, segundo o jornal The Times. Os funcionários foram avisados no fim da sexta-feira de que deveriam esperar o anúncio do programa de demissões, previsto para segunda-feira, de acordo com o The Times. Em comunicado à Bloomberg, a empresa afirmou que está lançando um programa de demissão voluntária, com o objetivo de economizar cerca de 1,7 bilhão de libras (US$ 2,3 bilhões ou R$ 11,8 bi) ao longo de dois anos. Segundo a nota, a JLR pretende reduzir seu ponto de equilíbrio para 300 mil veículos e simplificar suas operações em resposta às condições do mercado global. A companhia não informou quantos postos de trabalho pretende cortar. A montadora, que emprega cerca de 33 mil pessoas no Reino Unido, pertence à indiana Tata Motors Passenger Vehicles. A receita da empresa caiu quase 10% no trimestre mais recente, enquanto o lucro antes dos impostos recuou 69%, para 109 milhões de libras. O primeiro Range Rover elétrico da empresa começou a ser vendido neste mês por 154.070 libras. É um dos SUVs elétricos mais caros do mercado e custa quase 50 mil libras a mais que o modelo equivalente da JLR com motor a combustão. O preço elevado aumenta ainda mais a distância em relação aos SUVs mais baratos vindos da China, que vêm conquistando rapidamente o mercado britânico. A empresa também teve de lidar com tarifas americanas mais altas e com a queda da demanda na China. No ano passado, a montadora sofreu um ataque cibernético que paralisou suas operações globais. O cenário mais amplo de tarifas e a concorrência dos veículos elétricos chineses continuam representando obstáculos significativos para outras montadoras europeias. O conselho de supervisão da Volkswagen apoia um plano de reestruturação que prevê o corte de outros 50 mil empregos.