Começou a valer na terça (1º) a primeira norma nacional chinesa que organiza a divisão de trabalho entre o atendimento humano e o feito por inteligência artificial. Publicada em maio pela Administração Estatal de Regulação de Mercado, ela proíbe a empresa de descumprir uma promessa afirmando que a resposta da IA não representa a posição da companhia ou que conteúdo de algoritmo não tem valor jurídico.
Parece algo distante, mas que deve se tornar cada vez mais comum no mundo inteiro conforme companhias substituem atendimento humano por bots turbinados por LLMs.
Por lá, a proibição responde a um problema já medido. Em agosto, a Associação Chinesa de Consumidores divulgou que só no primeiro semestre deste ano recebeu 985.928 reclamações, a maioria citando promessas feitas pela IA e negadas depois pela empresa, além da dificuldade de chegar a um atendente e erros factuais em casos como remarcação de passagem.
A norma que passa a valer agora é que, em cenários capazes de gerar confiança razoável, o conteúdo gerado por IAs pode valer como manifestação de vontade do prestador. Além disso, os bots precisarão ser monitorados por um atendente humano e o sistema deve implementar transferência automática nos casos mais difíceis.










