A Bienal do Livro de São Paulo teve início nesta sexta (4) em clima de êxtase. Correria e gritos ecoavam pelo Distrito Anhembi, que foi enchendo cada vez mais com o passar das horas.
Uma das que causaram mais comoção foi a autora americana Lynn Painter, do best-seller "Melhor do que nos Filmes" numa breve aparição em um espaço secundário do evento –ela é destaque do palco principal no sábado.
Nesse primeiro dia, já podiam ser vistos clássicos da Bienal, como as malas de rodinhas para carregar livros, e acessórios como patinhos amarelos na cabeça dos visitantes.
Conceição Evaristo abriu a programação da Arena Cultural, palco principal do evento. Celebrando seus 80 anos, ela contou temer que as pessoas pensem mais em sua história pessoal do que em sua escrita.
Nascida em uma favela de Belo Horizonte, ela trabalhou como empregada doméstica antes de se tornar professora e, posteriormente, escritora. "O que me faz escritora não é minha biografia, é meu texto", afirmou. "Não adianta de nada me achar bonitinha se não ler o meu texto."








