Caso veio à tona no domingo, após governadora de Pernambuco se manifestar nas redes sociais; grupo de Campos cobrou apuração 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) — Foto: Agência O Globo A Justiça Eleitoral determinou, nesta sexta-feira, que a Polícia Federal (PF) atue na investigação sobre a origem de imagem publicada pelo portal “Bastidor.PE” que mostra um cartaz com referência à morte do marido da governadora Raquel Lyra (PSD), o empresário Fernando Lucena. O caso veio à tona no domingo, após a candidata à reeleiçãonse manifestar nas redes sociais. Em boletim de ocorrência por calúnia, Lyra afirma que os cartazes a associam de “forma odiosa à morte do marido”. Lucena morreu em outubro de 2022, às vésperas do primeiro turno, após sofrer um mal súbito. — Pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite minha família. Respeite quem não está mais aqui. Respeite minha dor — disse Lyra em vídeo publicado nas redes sociais. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela coligação de João Campos (PSB), adversário de Lyra na corrida pelo Executivo de Pernambuco. A coligação Frente Popular de Pernambuco pediu que se investigue se o cartaz chegou efetivamente a existir e ser exibido em Recife. A juíza Anamaria de Farias Borba Lima Silva, então, determinou que a PF identifique o autor da fotografia, quando e onde ela foi produzida, quem encaminhou o arquivo ao portal e se foram intervenções foram feitas antes da publicação. Também foi pedido um exame pericial do arquivo original. O grupo de Campos levou à Justiça a informação de que, aparentemente, existiria uma única fotografia originária do material. A petição também apontou supostos vínculos profissionais entre integrantes do portal e a equipe de comunicação da governadora, afirmando haver uma atuação do integrante do portal Léo Malafaia como videomaker da campanha de Lyra. Outro ponto considerado pela Justiça foram as alterações que, segundo a petição protocolada pela coligação, ocorreram no site depois que essas supostas relações vieram a público. De acordo com a decisão, foram relatadas a retirada do nome de Léo Malafaia da relação de autores e a exclusão de matérias anteriormente atribuídas a ele. Para a magistrada, as modificações descritas caracterizam “risco concreto de perecimento ou alteração de elementos probatórios armazenados em ambiente digital”. A decisão foi tomada após o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestar favoravelmente ao pedido da coligação. O que foi decidido Foi determinado que o portal entregue à PF, em até 48 horas, o arquivo digital original da fotografia publicada em 30 de agosto. A decisão alcança ainda a Meta, responsável pelo Instagram. A empresa deverá preservar o arquivo original enviado ao perfil. “A presente ordem possui natureza de preservação, não autorizando, por si só, o fornecimento indiscriminado de conteúdo de comunicações privadas. A disponibilização de conteúdo protegido deverá ser precedida de requerimento específico, com indicação de sua pertinência e delimitação”, afirma a juíza na decisão.