Adversário João Campos nega ligação com episódio e afirma "ter certeza absoluta" que o materal apócrifo não foi espalhado por aliados seus 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Governadora de PE Raquel Lyra — Foto: divulgação A Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar os responsáveis por espalhar cartazes apócrifos no Recife com ataques à governadora Raquel Lyra (PSD), durante o fim de semana. A campanha da governadora, que disputa a reeleição contra o ex-prefeito João Campos (PSB), acionou também a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral. Em um dos cartazes, Lyra aparece ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis, condenadas por homicídio, com a inscrição “matadoras de maridos”. Em outro, a governadora está sozinha na foto com o texto “ela matou o marido para ganhar as eleições”. As peças foram encontradas em vários pontos do Bairro do Recife, centro da capital. Leia mais O empresário Fernando Lucena, ex-marido da governadora, morreu no dia da votação do primeiro turno das eleições em 2022. Ele tinha 44 anos e foi vítima de infarto. “A forma mais baixa e cruel de se desestabilizar uma pessoa”, afirmou a governadora Raquel Lyra sobre os ataques, em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (28). Com voz embargada pelo choro, a governadora disse que “só pensava nos filhos” quando se deparou com os ataques. Ela afirmou ainda se preocupar com fato de que alguns perfis nas redes sociais começaram a imputar a ela a autoria dos cartazes, como se ela estivesse tentando criar um fato político para sua campanha. “Abominável. Só uma alma muito doente pode pensar isso”, afirmou. Depois de repudiar os ataques à adversária, Campos afirmou hoje “ter certeza absoluta” de que eles não foram espalhados por aliados seus. A Justiça Eleitoral determinou a retirada de postagens de candidatos que relacionaram os cartazes à campanha de Campos e ao PSB, entre eles, do deputado Mendonça Filho (PL), que disputa o Senado de forma avulsa. Gabinetes do ódio A ação de supostos “gabinetes do ódio” nas campanhas de João Campos e de Raquel Lyra pauta o debate eleitoral em Pernambuco desde a semana passada. A TV Record publicou uma reportagem em que apontava um servidor comissionado do Governo do Estado, Amisadai Andrade da Silva, como comandante de uma rede de fake news sobre João Campos. A governadora exonerou o servidor no dia seguinte à reportagem. Dois dias depois, Lyra divulgou em seu perfil oficial um vídeo em que Campos aparece dando os parabéns a Amisadai pelo nascimento de sua filha. Na postagem, a governadora escreveu “mentira tem perna curta”. Campos foi às redes sociais para negar que tivesse amizade com Amisadai. No dia seguinte, a Justiça Eleitoral determinou que o Instagram apagasse postagens - a maioria delas publicadas por perfis aliados de Campos - em que a reportagem da TV Record era abordada como prova da existência do “gabinete do ódio” contra o ex-prefeito. Na decisão, que atendeu ao pedido da coligação da governadora, o desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo afirmou que "o conteúdo desinforma ao transformar suspeitas jornalísticas em conclusões irrefutáveis" Até abril, Campos liderava as pesquisas em Pernambuco, mas Lyra virou o jogo. Levantamento da Quaest, divulgado na semana passada, mostra Lyra com 44% dos votos contra 36% de Campos, no primeiro turno. A margem de erro é de três pontos percentuais. Campos tem o apoio de Lula, enquanto Lyra não declara voto para presidente e tenta driblar a polarização nacional. Sem outros candidatos competitivos, a eleição no Estado tende a ser decidida no primeiro turno.
Polícia de Pernambuco apura autoria de cartazes com ataques a Raquel Lyra
Adversário João Campos nega ligação com episódio e afirma "ter certeza absoluta" que o materal apócrifo não foi espalhado por aliados seus










