Decisão, que atendeu a pedido da equipe jurídica da governadora, ocorre em meio à troca de acusações sobre a existência de 'gabinetes do ódio' nas campanhas rivais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB) — Foto: Reprodução/Redes sociais O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou, na quinta-feira, um prazo de dez dias para que João Campos (PSB) explique a queM se referiu ao dizer, em vídeo, que “quem senta na cadeira para governar” o estado “não pode estar coordenando uma milicia digital”. A decisão, que atendeu a pedido da equipe jurídica da governadora Raquel Lyra (PSD), ocorre em meio à troca de acusações sobre a existência de “gabinetes do ódio” nas campanhas rivais. A postagem de Campos ocorreu após reportagem da TV Record, há dez dias, afirmar que a Polícia Federal investiga a atuação de uma suposta rede de perfis que receberia dinheiro público para atacar adversários políticos. O esquema teria Amisadai Andrade da Silva, que atuava na Secretaria de Turismo e Lazer do governo Lyra, na linha de frente. O ex-prefeito do Recife afirmou, no vídeo, que há mais de um ano vem “denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados, minha família, minha esposa, de forma covarde, caluniosa, mentirosa, difamatória”. Ele não cita nomes ao fazer a acusação. — Quem senta na cadeira para governar Pernambuco não pode estar coordenando uma milícia digital — disse Campos na ocasião. Entenda o caso A reportagem da Record mostra a gravação de uma reunião na qual Amisadai, que é servidor da Caixa Econômica Federal e estava cedido à secretária do governo Lyra, negocia ataques nas redes sociais. Ele teria uma rede com mais de 300 perfis. O conteúdo era disparado no perfil “Portal da Prefeitura”, que contava com mais de 300 mil seguidores. O GLOBO localizou o perfil, mas ele já aparecia como desativado. Em nota, o governo Lyra afirmou que a publicidade da gestão é executada exclusivamente mediante licitação. A elaboração do plano de mídia e a seleção dos veículos, segundo a equipe da governadora, segue critérios técnicos de audiência, alcance e custo. “Os valores destinados em 2026 ao veículo citado representam cerca de 0,3% do investimento permitido ao Estado em publicidade no período, distribuído entre dezenas de veículos. Todos os pagamentos são precedidos de comprovação de veiculação e estão disponíveis no Portal da Transparência”, conclui a nota.