O publicitário explica, no oitavo episódio do videocast Conversas Vulneráveis, como conseguiu desacelerar profissionalmente e trocar São Paulo por uma nova vivência de sete anos no Havaí 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Claudio Loureiro recebe Marcello Serpa no videocast Conversas Vulneráveis — Foto: DIVULGAÇÃO Um dos diretores de arte mais premiados da publicidade brasileira e profissional que influenciou os rumos da comunicação nos anos 1990 e 2000, Marcello Serpa tomou uma decisão em 2015: deixar para trás 22 anos de sociedade na agência AlmapBBDO e se mudar com a família para o Havaí, para surfar e produzir arte visual. A experiência durou sete anos. “Eu e minha esposa encontramos no Havaí um ambiente perfeito para sair deste barulho e ir para um outro barulho, diferente”, ele relata ao colega Claudio Loureiro, sócio-fundador da Heads Propaganda, conselheiro e acionista do grupo Brivia, no oitavo episódio da série Conversas Vulneráveis, uma realização da editora Globo, com distribuição de Valor Econômico e CBN. A conversa se soma aos outros sete vídeos, protagonizados por Miguel Krigsner, Horacio Lafer Piva, Isay Weinfeld, Gero Fasano, Nizan Guanaes, Antonio Pipponzi e Alphonse Voigt. Assim como as demais lideranças entrevistadas, Serpa apresenta seu lado mais vulnerável – especialmente quando relembra a influência do pai. “Ele era um cara solar, alegre, divertido, debochado. Carioca da gema”, relembra. Também comenta os anos de juventude, quando morou na Alemanha: “Eu era feliz andando no Rio de Janeiro, passeando de moto, surfando. Se eu conseguia ser feliz no frio de Munique, estudando como louco, é porque mantive minha essência comigo”. Ao longo da conversa, o publicitário também comenta suas influências pessoais, como a terapia e o contato com o sagrado. “Minha espiritualidade está ligada diretamente a sensações. Sou mais místico do que religioso, me alimento da fé que existe em volta de mim”. Foi o caminho da meditação, da yoga e do desapego que garantiram que ele mantivesse o foco em relação à profissão. “Uma coisa importante é não se achar insubstituível. Se propaganda é efêmera por natureza, quem o faz também deveria ser. Eu não me via como um publicitário. Minha essência era a criação, era desenhar e pintar. Assim ficou mais fácil desapegar da imagem que as pessoas tinham de mim”.